quinta-feira, 1 de janeiro de 2009
Um novo olhar...
Da minha parte, confesso que 2008 não foi minha melhor "atuação"... desvios demais, problemas pequenos mas constantes que me fizeram diminuir meu ritmo de estudo; enfim, coisas que devo mudar...
Por outro lado, sementes foram regadas em silêncio durante meus momentos de dúvida profissional... essas sementes provam agora que eu não sou utópico demais, que meus sonhos não são coisas de momento, porque estão brotando a todo vapor, expandindo meu pensamento e minhas idéias, tornando todas as possibilidades possíveis... coisa que devo manter.
Se o que é preciso para ser realizado como instrumentista é trabalhar seriamente, é o que vou fazer; se o que precisamos é de um sorriso para transformar o nosso dia, buscarei esse sorriso...
Sonhos são vislumbres de vidas possíveis... assim, não somos limitados por nossa realidade, nossos costumes, nossas crenças. Apesar dessas coisas fazerem parte do nosso cotidiano, somos mais amplos, maiores e melhores do que tudo isso, "águias acostumadas a viver como galinhas" (valeu, Leonardo Boff!)...
Nossa falta de conhecimento não é problema, porque temos toda a informação do mundo aos nossos pés; e nossa estatura pequena e limitada tb não será problema, porque no fundo, "não somos da nossa própria estatura, mas do tamanho daquilo que enxergamos".
segunda-feira, 22 de dezembro de 2008
Porque é Natal...
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Nessa época, sempre fico pensando no significado de tudo isso; nessa nossa bela e fantástica aventura de pequenas vidas que emergem num planeta pequeno, e que constroem, cada uma a sua maneira, uma história pessoal repleta de alegrias e tristezas, tropeços e reviravoltas, mas acima de tudo, uma história verdadeira de pessoas que sonham com dias melhores.
Nossa contagem de tempo é arbitrária, mas é a maneira que encontramos para, através de ciclos de recorrência (semanais, mensais, mas especialmente, anuais), buscar formas de recomeço em que possamos "fazer melhor"...
Nesse aspecto, tudo é questão de referencial; um ano não é nada comparado à idade da Terra, mas é muita coisa pra quem sofre e espera conforto e alívio para suas dores... Em um ano, sorrimos e choramos muitas vezes; vivemos grandes alegrias e dececpções... tantas que perdemos as contas. Normalmente, são os dias piores que ficam marcados em nossa lembrança, como se fossem uma regra. Mas não é verdade...
Se a dor e a escuridão estão à nossa espreita, temos a impressão de ser uma situação permanente, que não passa, que não dá trégua; essas situações parecem ignorar nossa luta, nossas orações, nossa pequena estatura fronte ao mundo que nos cerca... e como somos pequenos!! Essa força estranha que comprime até quase esmagar nosso peito termina por vezes corroendo até não restar quase nada de nossa força, nosso sorriso, nossa esperança...
Estranhamente, é essa mesma esperança que nos desperta através das coisas mais insignificantes que poderia haver na vida, ao ponto de nossos problemas insolúveis se dissiparem com o sorriso de alguém querido, uma mensagem de carinho de quem menos se espera, o reencontro com uma pessoa muito especial em nossa vida, um abraço forte que nos mantém de pé quando tudo à nosa volta parecia ter ruído. E então podemos ver que as nuvens se dissipam lá em cima, que o azul do céu reaparece e o sol por fim nos enche de uma alegria sem tamanho, uma verdadeira loucura por ser feliz, amando e sendo amado. Isso nos torna fortes, devolve nossa grandeza e, sem qualquer pedido ou súplica, perdoa todas as nossas faltas.
Todos somos assim; precisamos de atenção, precisamos de alguém que nos ajude, queremos a certeza de que a pessoa que amamos vai estar lá quando cairmos, como uma criança espera que alguém a pegue quando pula de um lugar alto...
Mas também somos, cada um à sua maneira, uma fortaleza; um local onde nossos sonhos ficam protegidos dos ataques, onde somos senhores de nosso próprio domínio, acima das dores, das mudanças de marés; um local imenso, cheio de quartos e cômodos ainda inexplorados, alguns esquecidos onde repousam algmas boas lembranças, nossos sonhos de criança, a vida singela e sem complicações das nossas brincadeiras, cheiros e vozes que nos trazem um mundo de pessoas que, em alguns casos, nunca mais poderemos ver... Essa fortaleza traz consigo tudo o que somos e temos e é a ela que recorremos, mesmo sem saber, quando nossa vida vai mal.
Assim, esse paradoxo na nossa vida é que faz com que possamos continuar dia após dia; porque são nossas lágrimas que nos fazem reconhecer e valorizar uma boa risada; porque nossas nossas dores nos forjam feito aço em brasa, lapidando, melhorando, ao mesmo tempo aumentando nossa sensibilidade e nossa resistência... E são as tristezas dessa vida que nos fazem encarar de frente esse mundo tão estranho, mas tão repleto de vida.
Sonhos devem ser alimentados pelo trabalho constante, já que as metas serão sempre metas se não forem postas em prática. Mas deve-se curtir cada passo, cada erro, cada acerto... Não se deve perder a oportunidade de rir de si mesmo, de rir de tudo, porque é no nosso sorriso que reside nossa maior riqueza: a certeza de que não importa o que aconteça, estaremos sempre por aqui, juntos quer queiramos ou não. Estamos todos ligados porque somos feitos da mesma coisa e porque nossa maior fraqueza - essa necessidade do outro como ponto de apoio - é nossa maior fortaleza - porque ata entre nós um elo profundo que nos torna mais fortes.
A todos que me acompanharam nesse ano de 2008, seja perto de mim ou em pensamento, desejo, do fundo do coração, que cada dia de 2009 se abra como uma nova possibilidade para fazermos e sermos melhores, sempre mais e sempre em frente...
Saúde, sucesso, trabalho e diversão... E claro, Força e Sorte sempre!!!!!!!!!!!!!!!!!

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008
Série "Drummond na sexta? Porque não?"
Carlos Drummond de Andrade
segunda-feira, 15 de dezembro de 2008
Poema de Morihei Ueshiba
A Arte da Paz começa em você. Trabalhe consigo mesmo e com a tarefa que lhe foi consignada na Arte da Paz. Todos temos um espírito que pode ser refinado, um corpo que pode ser treinado de certa maneira, uma senda conveniente a ser seguida. Estás aqui com um único propósito de dares conta de tua divindade interior e manifestar a tua iluminação inata [grifos meus]. Alimente a paz em tua própria vida e aplique logo a arte a tudo o que encontrares.Aprovado!!
sábado, 6 de dezembro de 2008
O LADO ESCURO DA LUA

Quando alguém fala sobre o lado escuro da lua, quase sempre as pessoas pensam na parte não iluminada dela; mas existe um tipo de escuridão ainda pior do que a falta de luz. Existe um problema que ocorre com as naves mandadas ao espaço e que precisam perfazer a órbita da lua: durante algum tempo, a nave perde o contato com a terra e navega sozinha na escuridão por horas, até reaparecer nos radares do outro lado. As metáforas num paralelo com a nossa condição humana podem ser feitas facilmente. Algumas pessoas sentem-se isoladas ou precisam isolar-se durante certo tempo... perfazer uma trilha em absoluta solidão para encontrarem-se do outro lado. Muita gente passa por isso, em maior ou menor grau, mas o mais difícil é quando se tem a impressão que essa fase é (ou será) permanente.
Abaixo segue um poema legal que achei e fala disso.
"Quando teus sonhos sumirem,
tuas apoteóticas previsões
caírem num vazio terrível.
Quando teu Deus te abandonar
no recanto da dor,
então te lançarás
ao lado escuro da lua.
Das trevas te insinuarás levantar,
como uma rainha límpida
e pura,
como se nunca tivesse sido tocada.
Vais te erguer,
mandona,
tentando encontrar canal
naquela velha paixão desaparecida.
Estarei curado,
e te chamando no lado escuro da lua.
Quando os parasitas sugarem tudo de ti,
teus afetos estiverem mortos,
vais lembrar da palavra devoção
e perceber que talvez duas ou três vezes,
em tua vida toda,
ouviste isso sinceramente.
Estarei no lado escuro da lua.
Quando estiveres sem saída,
ao desespero de ver a vida enganada,
pense nos que ficaram no lado escuro da lua,
por não quererem assistir as luzes falsas,
que cegaram totalmente quase todos,
não permitindo alçar vôo até as longínquas estrelas.
Então,
quando já tarde,
me procurares
no lado escuro da lua,
já não vou estar lá,
porque terei partido,
numa nave poética,
até outros universos
feitos de sinceridade
e seres aprimorados no amor."
Volmir M. G.
domingo, 30 de novembro de 2008
"Quando me amei de verdade..."
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E então, pude relaxar.
Hoje sei que isso tem nome...Auto-estima.
Quando me amei de verdade, pude perceber que minha angústia, meu sofrimento emocional, não passa de um sinal de que estou indo contra minhas verdades.
Hoje sei que isso é...Autenticidade.
Quando me amei de verdade, parei de desejar que a minha vida fosse diferente e comecei a ver que tudo o que acontece contribui para o meu crescimento.
Hoje chamo isso de... Amadurecimento.
Quando me amei de verdade, comecei a perceber como é ofensivo tentar forçar alguma situação ou alguém apenas para realizar aquilo que desejo, mesmo sabendo que não é o momento ou a pessoa não está preparada, inclusive eu mesmo.
Hoje sei que o nome disso é... Respeito.
Quando me amei de verdade comecei a me livrar de tudo que não fosse saudável... Pessoas, tarefas, tudo e qualquer coisa que me pusesse para baixo. De início minha razão chamou essa atitude de egoísmo.
Hoje sei que se chama... Amor-próprio.
Quando me amei de verdade, deixei de temer o meu tempo livre e desisti de fazer grandes planos, abandonei os projetos megalômanos de futuro.
Hoje faço o que acho certo, o que gosto, quando quero e no meu próprio ritmo.
Hoje sei que isso é... Simplicidade.
Quando me amei de verdade, desisti de querer sempre ter razão e, com isso, errei muitas menos vezes.
Hoje descobri a... Humildade.
Quando me amei de verdade, desisti de ficar revivendo o passado e de preocupar com o futuro. Agora, me mantenho no presente, que é onde a vida acontece.
Hoje vivo um dia de cada vez. Isso é...Plenitude.
Tudo isso é... Saber viver!!!"
sábado, 29 de novembro de 2008
domingo, 16 de novembro de 2008
Acreditando em você mesmo!!!
É uma demonstração de que a coragem pessoal para encarar nossos medos e desafios vem de dentro... Achei o vídeo legal especialmente porque não é como aquelas apresentações de Power Point em que tem um monte de texto... Nesse caso, literalmente, as imagens valem por mil palavras.........
domingo, 2 de novembro de 2008
Clássicas do Youtube
Posto a seguir alguns desses "clássicos", na minha modesta opinião...
Locutor anunciando as músicas em inglês... uma fera no idioma, como vcs podem perceber!!
"As arveres somos nozes"... Sensacional!
Exterminador do futuro volta para proteger... Jesus!! Hilário!!!
Jesus - O Musical
"I will survive". Bacana...
sexta-feira, 24 de outubro de 2008
A paixão pelo ensino...


Definitivamente, trabalhar educação de base é a saída para a construção de um futuro melhor.
É isso... bom fim de semana!!!!!
quinta-feira, 23 de outubro de 2008
Por que música não é 'só tocar'...

Penetrar em senzalas e prédios, sobrevoar campos de trigo e moinhos de vento.
É quase possível ver o movimento da pena que materializou alguns dos trechos musicais mais luminosos que se conhece, mesmo sendo o sonho de alguém que acordou num quarto frio e escuro em um lugar qualquer...
E o ouvinte ali sentado vai fazendo reflexões (às vezes inconscientes) sobre o que ouve, formando juízos, emitindo opiniões silenciosas para si; quase nunca percebe que essas reflexões são um reflexo da sua própria compreensão do mundo que o rodeia. Assim, tanto tocar quanto ouvir alguém tocar pode ser uma oportunidade de chegar mais próximo da compreensão de quem somos; descobrir o quanto daquilo que se executa "vibra" em simpatia com os sonhos e anseios que habitam as profundezas de cada um...
segunda-feira, 20 de outubro de 2008
Da série "Pensamentos que me afligem"...
Por outro lado, se um deus do tipo tradicional não existe, nossa curiosidade e nossa inteligência são os instrumentos essenciais para administrar nossa sobrevivência numa época extremamente perigosa.
Em ambos os casos, a empreitada do conhecimento é certamente coerente com a ciência; deveria ser com a religião, e é essencial para o bem da espécie humana."
Carl Sagan,
no livro Variedades da Experiência Científica - Uma visão pessoal da busca por Deus.
domingo, 5 de outubro de 2008
Uma questão de ponto de vista...
sábado, 4 de outubro de 2008
Algumas respostas de estudantes em vestibulares de música.
- Bach está morto desde 1750 até os dias de hoje [pode ser que os espíritas tenham uma opinião diferente, mas de resto sem comentários...].
- Agnus Dei é uma famosa compositora que escreveu música para igreja [Agnus Dei é uma expressão em latim cuja tradução pode ser Cordeiro de Deus].
- Beethoven escreveu música mesmo surdo. Ele ficou surdo porque fez música muito alta. Ele caminhava sozinho pela floresta e não escutava ninguém, nem a Pastoral, uma MOSSA [musa] que poderia ser a sua Amada IMORTAU [imortal] e inspirou ele a criar uma sinfonia muito romântica. Ele faliu em 1827 e mais tarde morreu por causa disto [morreu em 26 de março de 1827, e não indícios de que estivesse falido...].
- Uma ópera é uma canção que dura mais de 2 horas [Ópera não é UMA canção... ela pode conter vários atos, mas, convenhamos, é um pouco demorada mesmo!! Especialmente se for mal tocada...]
- Henry Purcell é um compositor muito conhecido, mas até hoje ninguém ouviu falar dele [prefiro não me manifestar...].
- O Bolero de Ravel foi composto pelo Ravel [Essa é educativa, porque tem gente que acha que o nome da obra é BOLERO DE RAVEL...].
- A harpa é um piano pelado [faz sentido...].
- Opus Póstuma é música composta quando o compositor compôs depois de morto [vamos para a próxima...].
- Mozart morreu jovem. Sua maior obra é a trilha do filme "Amadeus" [pensando bem, melhor voltar à anterior...].
- Os maiores compositores do Romantismo são: Chopin, Schubert e Tchaikovsky. No Brasil temos Roberto Carlos e Daniel [essa o cara teve de ser criativo mesmo... impressionante!].
- Música cantada por duas pessoas é um DUELO [embora isso possa ser verdade, o normal seria chamar isso de DUETO].
- Eu sei o que é um sexteto, mas não sei dizer [eu tb não...].
- Stravinsky revolucionou o ritmo [?] com "A MASSACRAÇÃO da Primavera" [SAGRAÇÃO].
Depois comento outras.... Até.
Dúvidas sobre a Páscoa....
- Papai, o que é Páscoa?
- Ora, Páscoa é ...... bem ...... é uma festa religiosa!
- Igual Natal?
- É parecido. Só que no Natal comemora-se o nascimento de Jesus, e na Páscoa, se não me engano, comemora-se a sua ressurreição.
- Ressurreição?
- É, ressurreição. Marta, vem cá!
- Sim?
- Explica pra esse garoto o que é ressurreição pra eu poder ler o meu jornal.
- Bom, meu filho, ressurreição é tornar a viver após ter morrido. Foi oque aconteceu com Jesus, três dias depois de ter sido crucificado. Ele ressuscitou e subiu aos céus. Entendeu?
- Mais ou menos ....... .Mamãe, Jesus era um coelho?
- Que é isso menino? Não me fale uma bobagem dessas! Coelho! Jesus Cristo é o Papai do Céu! Nem parece que esse menino foi batizado! Jorge,esse menino não pode crescer desse jeito, sem ir numa missa pelo menos aos domingos. Até parece que não lhe demos uma educação cristã! Já pensou se ele solta uma besteira dessas na escola? Deus me perdoe!Amanhã mesmo vou matricular esse moleque no catecismo!
- Mamãe, mas o Papai do Céu não é Deus?
- É filho, Jesus e Deus são a mesma coisa. Você vai estudar isso nocatecismo. É a Trindade. Deus é Pai, Filho e Espírito Santo.
- O Espírito Santo também é Deus?
- É sim.
- E Minas Gerais?
- Sacrilégio!!!
- É por isso que a Ilha da Trindade fica perto do Espírito Santo?
- Não é o Estado do Espírito Santo que compõe a Trindade, meu filho, é oEspírito Santo de Deus. É um negócio meio complicado, nem a mamãe entende direito. Mas se você perguntar no catecismo a professora explica tudinho!
- Bom, se Jesus não é um coelho, quem é o coelho da Páscoa?
- Eu sei lá! É uma tradição. É igual a Papai Noel, só que ao invés depresente ele traz ovinhos.
- Coelho bota ovo?
- Chega! Deixa eu ir fazer o almoço que eu ganho mais!
- Papai, não era melhor que fosse galinha da Páscoa?
- Era, era melhor, ou então urubu.
- Papai, Jesus nasceu no dia 25 de dezembro, né? Que dia que ele morreu?
- Isso eu sei: na sexta-feira santa.
- Que dia e que mês?
- ??????? Sabe que eu nunca pensei nisso? Eu só aprendi que ele morreu na sexta-feira santa e ressuscitou três dias depois, no sábado de aleluia.
- Um dia depois.
- Não, três dias.
- Então morreu na quarta-feira.
- Não, morreu na sexta-feira santa ....... ou terá sido na quarta-feira de cinzas? Ah, garoto, vê se não me confunde! Morreu na sexta mesmo e ressuscitou no sábado,três dias depois! Como? Pergunte à sua professora de catecismo!
- Papai, por que amarraram um monte de bonecos de pano lá na rua?
- É que hoje é sábado de aleluia, e o pessoal vai fazer a malhação do Judas. Judas foi o apóstolo que traiu Jesus.
- O Judas traiu Jesus no sábado?
- Claro que não! Se ele morreu na sexta!!!
- Então por que eles não malham o Judas no dia certo?
- É, boa pergunta.
- Papai, qual era o sobrenome de Jesus?
- Cristo. Jesus Cristo.
- Só?
- Que eu saiba sim, por quê?
- Não sei não, mas tenho um palpite de que o nome dele era Jesus Cristo Coelho. Só assim esse negócio de coelho da Páscoa faz sentido, não acha?
- Coitada!
- Coitada de quem?
- Da sua professora de catecismo!!!
quinta-feira, 2 de outubro de 2008
Poema "Recomeçar" de Carlos Drummond de Andrade
RECOMEÇAR
Não importa onde você parou…
em que momento da vida você cansou…
o que importa é que sempre é possível e
necessário “Recomeçar”.
Recomeçar é dar uma nova chance a si mesmo…
é renovar as esperanças na vida e o mais importante…
acreditar em você de novo.
Sofreu muito nesse período?
foi aprendizado…
Chorou muito?
foi limpeza da alma…
Ficou com raiva das pessoas?
foi para perdoá-las um dia…
Sentiu-se só por diversas vezes?
é porque fechaste a porta até para os anjos…
Acreditou que tudo estava perdido?
era o início da tua melhora…
Pois é…agora é hora de reiniciar…de pensar na luz…
de encontrar prazer nas coisas simples de novo.
Que tal
Um corte de cabelo arrojado…diferente?
Um novo curso…ou aquele velho desejo de aprender a
pintar…desenhar…dominar o computador…
ou qualquer outra coisa…
Olha quanto desafio…quanta coisa nova nesse mundão de meu Deus te
esperando.
Tá se sentindo sozinho?
besteira…tem tanta gente que você afastou com o
seu “período de isolamento”…
tem tanta gente esperando apenas um sorriso teu
para “chegar” perto de você.
Quando nos trancamos na tristeza…
nem nós mesmos nos suportamos…
ficamos horríveis…
o mal humor vai comendo nosso fígado…
até a boca fica amarga.
Recomeçar…hoje é um bom dia para começar novos
desafios.
Onde você quer chegar? ir alto…sonhe alto… queira o
melhor do melhor… queira coisas boas para a vida… pensando assim
trazemos prá nós aquilo que desejamos… se pensamos pequeno…
coisas pequenas teremos…
já se desejarmos fortemente o melhor e principalmente
lutarmos pelo melhor…
o melhor vai se instalar na nossa vida.
E é hoje o dia da faxina mental…
joga fora tudo que te prende ao passado… ao mundinho
de coisas tristes…
fotos…peças de roupa, papel de bala…ingressos de
cinema, bilhetes de viagens… e toda aquela tranqueira que guardamos
quando nos julgamos apaixonados… jogue tudo fora… mas principalmente… esvazie seu coração… fique pronto para a vida… para um novo amor… Lembre-se somos apaixonáveis… somos sempre capazes de amar muitas e muitas vezes… afinal de contas… Nós somos o “Amor”…
"Porque sou do tamanho daquilo que vejo, e não do
tamanho da minha altura.”
Carlos Drummond de Andrade.
domingo, 28 de setembro de 2008
Estereótipos de músicos
Impressinou-me a capacidade de observação e a a percepção de quem escreveu (não sei quem foi e não achei em lugar nenhum). Segue:
Maestro - Sujeito magro, porte austero. Veste-se muito bem, adoraria usar roupas mais confortáveis, mas a imagem não permite. Oculos é obrigatório. Careca (ou quase). Olha a todos de cima, mas adoraria ser popular. Suas piadas não têm graça nenhuma, mas todos riem. Em suma, é o idolo do violinista, mas, no fundo no fundo, admira o trompetista. Carro preto ou prateado do ano.
Violinista - Alto, sempre com um pinta de importante. Adoraria ser maestro, mas acha uma posição muito inferior ao seu talento. Considera-se o mais importante da orquestra e tudo que diz reforça essa tese. Antes do ensaio, toca sempre partes do concerto de Brahms, para impressionar os outros violinistas. Quando o maestro chama a atenção de outro naipe, o
violinista sempre dá um sorriso sarcástico, quase imperceptível. Sai de cada ensaio com o orgulho de "dever cumprido" e vai para casa - um apartamento minúsculo -, onde uma foto da mãe está acima do espelho gigante na sala.
Violista - É o coitado da orquestra. Introvertido, olhar triste. O maestro nunca lhe
chama a atenção: afinal a parte a viola não tem importância mesmo. Começou na música com sonhos ambiciosos de ser um violinista de sucesso, mas por falta de talento ou estudo trocou para a viola e, desde então, é um frustrado. Juntamente com o pianista acompanhador, é um suicida em potencial, mas sem coragem para o ato. Carrega sempre o estojo surrado com a viola e sempre responde com um sorriso amarelo a pergunta "você toca violino?". Um segredo: todo
violista tem um bom coração, mas ninguém percebe.
Violoncelista - É um cara legal. Um amigo para toda hora, mas muito fofoqueiro. Sabe da vida de todos da orquestra. Adora tocar solos de violino nos harmonicos só para irritar os violinistas. Loiro, o cellista é mais charmoso do que bonito. Acha-se um privilegiado por não ter que levantar no final do concerto e é vaidoso.
Contrabaixista - Temperamental. Escolheu o contrabaixo para "impor respeito", mas o tiro saiu pela culatra. Estuda somente nos ensaios, a não ser que tenha que tocar uma peça barroca, onde é o único a tocar o baixo. Acha-se importante por sustentar toda a orquestra, mas na
verdade sabe que ninguém o ouve. Toca baixo elétrico secretamente.
Oboísta - Todo oboísta queria ser maestro, mas a timidez o impede. Sempre muito reservado, necessita ter tudo sob controle. Perfeccionista por natureza. Dedos finos e cabelo sempre bem alinhado. Fica sempre meia hora depois do ensaio, limpando o instrumento. Vai à manicure, mas é segredo! Seu momento de glória é dar o Lá para afinar a orquestra.
Fagotista - Magro, cabelo encaracolado. É o típico sujeito normal. Curioso por natureza. Sempre simpático e atencioso. Também é muito misterioso: nunca ninguém foi à casa de um fagotista. Somente os outros sopros sabe o nome dele. Dedos longos e mãos finas. Lembra Sherlock Holmes no jeito de andar.
Flautista - É o violinista das madeiras, mas não tão metido. É perfeccionista, mas sabe que o mundo não é perfeito. Adora Debussy e fica horas ouvindo suas proprias gravações. Enxerido, dá palpite até no dedilhado do trompista. Vive num mundo à parte e cuida da flauta como se fosse sua filha. É o único que não acha o som do piccolo irritante.
Clarinetista - É um cara engraçado. Veste-se bem, mas não é vaidoso. Pode ser loiro ou moreno. Toca com as sobrancelhas e é mais esperto do que inteligente. Adora ficar chupando a palheta enquanto não toca, mas, se desafina, joga a palheta fora. Não agüenta mais tocar o início da Rapsody in Blue para os outros músicos atrás do palco.
Trompista - Um cara discreto. Não fala muito. Tem trauma de falhar notas, por isso está sempre desmontando o instrumento para tirar a "água" durante o concerto. A parte do palco em volta da sua cadeira está sempre molhada. É sempre o último a afinar o instrumento antes do maestro entrar e, de vez em quando, ainda toca um "Fazinho" durante os aplausos só para conferir. Está sempre olhando para o fagotista para saber a hora certa de entrar: afinal não consegue contar mais de 20 compassos em branco. Nunca reclama quando lhe chamam a
atenção, mas é quase certo que faz gestos obcenos com a mão que está escondida no instrumento. Tem pesadelos antes de apresentações com o concerto para piano de Tchaikowsky.
Trompetista - Adora sair para tomar cerveja com os amigos. Chega sempre atrasado no ensaio, mas nunca ninguém percebe. Os churrascos são sempre na sua casa. Se o maestro não está presente, fica sempre tocando a nota mais aguda possível para se mostrar. Tem os lábios rachados e usa isso para paquerar. Está sempre andando pelos bastidores fazendo "prrrrrrrrrft" com seu bocal.
Trombonista - Cabelo castanho e um pouco acima do peso. Sempre com uma piada na ponta da língua, o trombonista adora churrasco e a companhia de amigos. Adora Mahler, acha Beethoven meio devagar e morre de medo do Bolero de Ravel. Tem pelo menos um cachorro
em casa e sempre que pode coloca um glissando só pra "dar um toque especial".
Tubista - Sujeito acima do peso, loiro e com cabelo encaracolado. Pele oleosa e bochechas vermelhas, sua feito um porco quando toca. Ri de tudo, mas raramente entende uma piada. Gosta de comer bastante e não tem namorada.
Percussionista - Magro com bracos longos, o percurssionista se gaba de tocar "mais de 20 instrumentos diferentes" e "tirar música de qualquer lugar", mas, por alguma razão incompreensível, sempre entra na hora errada - "culpa da orquestra que está arrastando o tempo" ele diz. Toca bateria numa banda de garagem escondido e acha o Bolero de Ravel um saco, mas sempre fica nervoso antes de apresentá-lo. Nos ensaios é sempre o primeiro a ir para casa e nos concertos sempre o último e ainda fica resmungando por ter que "desmontar" o "equipamento". Um cara legal que acha qualquer sinfonia clássica "cachê fácil" e jura que existe uma técnica especial de se tocar triângulo.
Soprano - Elas são avantajadas fisicamente e temperamentais. Têm que ser o centro das atenções - no palco e fora do palco. São invejadas pelas contraltos e adoram isso. Se vestem com roupas chamativas, adoram chapéus. Preferem champagne ao vinho e não sabem ler partitura: afinal aprendem tudo com o "ouvido maravilhosos que Deus lhe deu". Andam sempre
acompanhadas de seu pianista-acompanhador preferido, que chamam de "maestro".
Contralto - Morena e muito alta. Não é muito bonita, mas se veste bem. Não gosta de sopranos, mas sua "melhor amiga" é uma. Gosta muito de flores e usa um perfume forte, mas agradável. Meio desajeitada quando anda. Odeia saladas, mas está sempre cuidando do peso.
Tenor - Bem apessoado, jovem, bonito, charmoso e gay. Anda sempre com roupas modernas e na moda. Tem várias amigas e quer sempre "viver o momento". Tenta sempre parecer alegre e de bem com a vida, mas, se está de mau humor, faz questão de anunciar para todo mundo. Não toma sorvete, porque tem que "preservar a voz", mas fala sempre alto para ser ouvido do
outro lado do bar. Malha regularmente, vai ao cabeleireiro e flerta com quem passar na frente.
Baixo - Alto, cabelo preto e parrudo. Ninguém sabe o que está se passando na cabeça de um baixo - se é que alguma coisa existe atrás daquele olhar perdido. Meio devagar, para falar a verdade. Quer sempre ajudar o próximo, mesmo que isso atrapalhe sua vida pessoal. Suas meias nunca combinam, mas adora fazer papel de "vilão bem vestido" nas óperas. Come de boca aberta.
Harpista - Mulher, magra, e bem branca, com cabelos desalinhados. Muito tímida, nunca é vista entrando ou saindo dos ensaios, mas está sempre lá. Usa sempre vestidos compridos e meio "fora de moda", mas tem um sorriso simpático. Seu carro tem vários adesivos com harpas por todo lado. Adora chat rooms. Ninguém conhece seu namorado, mas ele está sempre por perto para colocar a harpa no carro depois do concerto.
Organista - Cabelos completamente desalinhados, barba por fazer ou mulher sempre desalinhada, Sempre correndo de um lado a outro carragando dezenas de partituras fora de ordem. Vive num mundo à parte. Óculos somente para leitura. Roupas amassadas e surradas. Um desavisado diria que é um professor de química ou um gênio incompreendido. Odeia pianistas. Solitário, mas fala pelos cotovelos, quando o assunto é dedilhado ou afinação da Renascenca. "Deus é Buxtehude, Bach já foi prostituído pelos pianistas."
Pianista acompanhador - Olhar cabisbaixo, terno preto e surrado. Cabelos castanhos e despenteados. Carrega sempre uma pastinha com partituras. Odeia cantores, afinal "Não sabem contar". Autoestima em baixa, é um suicida em potencial. Jura que nunca mais vai aceitar tocar "em cima da hora", mas sempre aceita uma emergência. Vive com a esperança de que alguém finalmente reconheça seu trabalho duro - o que nunca acontece.
Pianista solista - Cabelo preto e curto. Sempre ocupado porque precisa "estudar". Nunca vai a festas, e, quando aparece, vem sozinho e sai mais cedo. Quando olhamos em seus olhos, nunca sabemos o que está se passando pela sua cabeça. Tem um papo agradável, mas é um alienado em relação a assuntos extra-musicais. Adora comparar gravações de outros pianistas. Tem sempre uma ou duas cantoras apaixonadas por ele, mas está sempre muito ocupado para relacionamentos. Admirado pelos violinistas, acha tocar música de câmara uma perda de tempo.
Violonista - O melhor amigo de todo mundo. Companhia perfeita para o choppinho da tarde. Rabo de cavalo e óculos escuros são pré- requisitos. Relaxado e "eclético", mas odeia ser chamado de guitarrista. Tem vários amigos e várias namoradas. Jura que toca um instrumento clássico, mas não hesita em aceitar fazer "cachê" em barzinho de bossa nova. Passat velho ou bicicleta.
"A Alegria" de Ferreira Gullar
O sofrimento não tem
nenhum valor
Não acende um halo
em volta de tua cabeça, não
ilumina trecho algum
de tua carne escura
(nem mesmo o que iluminaria
a lembrança ou a ilusão
de uma alegria).
Sofres tu, sofre
um cachorro ferido, um inseto
que o inseticida envenena.
Será maior a tua dorque a daquele gato que viste
a espinha quebrada a pau
arrastando-se a berrar pela sarjeta
sem ao menos poder morrer?
A justiça é moral, a injustiça
não.
terça-feira, 23 de setembro de 2008
Sobre o olhar.........
Meu dia é noite quando estás ausente...
E à noite eu vejo o sol se estás presente...
Parafraseando/copiando do meu amigo Davi:
Quanto mais alto me elevo, menor fico aos olhos daqueles que não sabem voar.


