Translate tool

domingo, 15 de agosto de 2010

Se for a keko...

.
.
.
.
.
.
Agora, clique aqui, neguinha...
.
.
.
.
.
.

sábado, 14 de agosto de 2010

Sessão desenho...

Um Clássico da minha infância...



domingo, 4 de julho de 2010

Fernanda Gentil no SportTV...

O cúmulo da falta de noção...


"Sobre a credulidade" ou " A premonição e o orkut... o casamento perfeito."

A cada dia me impressiona mais a credulidade das pessoas. Como a fé sem provas faz de mulheres e homens, que são por natureza senhores do seu próprio destino, servos da hipocrisia e ignorância. As pessoas que se aproveitam delas sabem disso; sabem da boa fé de alguém que trabalha a semana toda fazendo o que acha que é certo e simplesmente não acredita que o pastor, padre, ministro, rabi, etc, da sua igreja seria capaz de falar de forma tão convincente, tão apaixonada e no fundo estar mentindo. Não, as pessoas não acreditam... e por isso são alvos tão fáceis.




Sei bem o que é arrumar-se num fim de semana e ir a sua igreja preferida. Já fiz isso muitas vezes no passado. Mas o que sempre me atraía era o convívio com as pessoas, algumas das reuniões para falar do que pensava, participar e sentir-se parte de algo; a doutrina em si sempre foi contraditória prá mim. Sempre tive um pé atrás com os "misteriosos desígnios" de deus; Noé, Abraão, Moisés, Pedro, Paulo, e especialmente Ló, sempre foram modelos discutíveis para alguém que se propõe pensar por conta própria. Tanto que durante algum tempo, li várias coisas tentando resolver essas questões internas, chegar a um meio termo; só que esse processo de busca foi afastando o consenso pra longe. E a razão demonstrou no fim do que se tratava... histórias de povos no deserto, feitas para resolver problemas com as mesmas questões de existência de sempre. Os males e desgraças do dia a dia teriam de ser respondidos com algo melhor que simplesmente "não se sabe"... para perguntas sem resposta, o melhor caminho era evitar o questionamento, ou apazigua-lo com a onisciencia de quem tudo poderia ver e que só a ele competiria decidir sobre certo e errado.

Bom, a boa notícia é que não há nada demais com a palavra "não sei". Na verdade, é a mais honesta que temos em relação ao que as religiões usualmente afirmam, até que se prove ao contrário. E certo e errado são relativos a cada contexto social onde essas palavras são aplicadas. Escravidão era considerada legítima num passado mais recente do que gostaríamos de pensar,  estupro e violência doméstica ainda o são em alguns países islâmicos. Essa relativisação de conceitos exige de nós critérios mais claros para estabelecer uma moral de conduta, e nesse quesito, a biblía perde feio... na retórica teológica, por mais que se corra e dê voltas, chegamos sempre aos mesmos problemas fundamentais sobre aquilo que está escrito e sua interpretação.

Temos hoje bases morais melhores que nos foram legadas por séculos de literatura e ciência que exploram nossas fraquezas como algo intrínseco, que é natural e absolutamente normal, já que integram características gerais do que já fomos no passado remoto de nossa espécie, do que somos e provavelmente do que seremos.

Os principais teólogos da Idade Média pregavam que o conhecimento de deus vem através de uma revelação pessoal; descobrimos cada dia mais que nossos sentidos são falhos e que não reportam o universo à nossa volta como realmente é... o 'pessoal' deve ser descartado numa discussão sobre parâmetros que regem mais que uma pessoa. Se racismo foi apoiado por séculos de ignorância sobre o que se acreditava certo, sabemos hoje que o conceito de raças humanas não existe. Na verdade, sequer o conceito de cor; o vermelho que vejo é provavelmente diferente do que você vê simplesmente porque parte de uma inferência pessoal. É um processo neuro-químico que dispara no cérebro o processamento de que algo é azul, vermelho ou o que for. 

Onde isso leva? Honestamente, não sei dizer. Mas posso afirmar com razoável segurança que sabemos mais hoje sobre nosso universo, nosso mundo e nossa vida do que qualquer geração precendente, podendo separar com mais clareza a realidade da ficção. Só isso, como dizia Carl Sagan, já é suficiente pra me sentir feliz de estar vivendo esse agora.

Ideias para um próximo post: "sobre unicórnios, milagres e duendes".


quarta-feira, 16 de junho de 2010

"Querido jesus, vc queria a girafa assim ou foi acidente?"

Lançado na Itália um livro que reune algumas frases expondo o pensamento das crianças em épocas de natal. A carga religiosa que incutem nessa criançada é pesada, e preocupo-me com a ausência de senso crítico que é ensinado desde pequeno. Por outro lado, em alguns casos, não deixa de ser hilário os questionamentos que surgem já desde cedo. Eu dividi as frases boas das impagáveis. Dá uma olhada:




"Querido Jesus, por que você não está inventando nenhum animal novo nos últimos tempos? A gente vê sempre os mesmos." (Laura)

"Querido Jesus, por favor ponha um pouco mais de férias entre o Natal e a Páscoa. No meio, agora está sem nada." (Marco)
[esse é honesto]

"Querido Jesus, eu gosto muito do padre-nosso. Você escreveu tudo de uma só vez, ou você teve que ficar apagando? Qualquer coisa que eu escrevo eu tenho que refazer um monte de vezes." (Franco)

"Querido Jesus, você é invisível mesmo ou é só um truque?" (Giovanni)

"Querido Jesus, o padre Mário é seu amigo ou você conhece ele só do trabalho?" (Antonio)

"Querido Jesus, na minha opinião, é impossível existir um Deus melhor do que você. Bom, eu só queria que você soubesse, mas estou te dizendo isso não é porque você é Deus." (Valerio)
[sei... interesseiro.]

"Querido Jesus, em vez de você fazer as pessoas morrerem e aí criar novas pessoas, por que você não fica com as que já tem?" (Marcello)
[tá aí, responde essa que quero ver]
"Querido Menino Jesus, não compre os presentes na loja embaixo no prédio, a mamãe diz que eles são uns ladrões. Muito melhor no Super." (Bruno)




Impagáveis:
"Querido Menino Jesus, por gentileza, mande-me um cachorrinho. Eu nunca pedi nada antes, pode conferir."(Bruno)

"Querido Jesus, talvez Caim e Abel não se matassem tanto se tivessem um quarto pra cada um. Com o meu irmão funciona." (Lorenzo)

"Querido Menino Jesus, obrigado pelo irmãozinho. Mas na verdade eu tinha rezado pra ganhar um cachorro." (Gianluca)


"Querido Jesus, no Carnaval eu vou me fantasiar de diabo, você tem alguma coisa contra?" (Michela) [eu não]

terça-feira, 15 de junho de 2010

O nome disso é performance...

Ela dança, ela mexe, ela põem pra quebrar... sensacional.



E a carinha no fim...

John Coltrane na veia

A genialidade de uma lenda do jazz em um vídeo bem legal...

Música, arte e precisão...

Banda Militar da Noruega




Assim até valeria a pena ser militar... bom, se alguém disser que falei isso, vou negar, claro.

A evolução das bolas em Copas do Mundo

Quem fala mal da Jabulani não conhece a história direito. Esse site interativo do New York Times mostra as bolas usadas em todas as Copas. É, jogador sempre reclama de barriga cheia... da uma olhada na bola de 1930, por exemplo. Queria ver matar no peito uma daquelas...

terça-feira, 8 de junho de 2010

O combate entre... violino e banjo!!!

Parafraseando livremente Jean-Jacques Nattiez.

Dica: espere o buffer do vídeo carregar todo para depois pressionar PLAY.
Como diz meu amigo Zé, é nota que só o cabrunco!!!!

sábado, 5 de junho de 2010

Upgrade em "A Criação de Adão" de Michelangelo

Por essa Michelangelo não esperava.

Anaconda e expectativa.

Como criar expectativa filmando cobras em silêncio absoluto.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Yoga e cerveja...

Há mais de um ano atrás, eu postei aqui uma foto que ligava uma pose de yoga aos efeitos da "marvada". Bom, recebi agora uma coleção de posições e analogias similares, que nada mais provam que existe sempre uma outra opção pra tudo na vida. Tá dificil a yoga? Caia na cachaça!

Setu Bandha Sarvangasana


Ananda Balasana


Balasana


Dolphin


Halasana


Malasana


Marjayasana


Pigeon


Salambhasana


Savasana

Sam Harris e a sociedade que queremos

Às vezes, ficamos tão limitados entre uma alternativa ou outra, ou isso ou aquilo, o claro e o escuro, que ficamos cegos para outras possibilidades que estão à nossa volta. No vídeo a seguir o escritor Sam Harris começa falando sobre moral e ciência, mas avança rapidamente para novas formas de entender a nossa condição humana; que não necessariamente ruim não ter uma noção exatamente definida sobre certos aspectos da vida; que a ausência de uma moral absoluta nos dá a chance de construir nossa própria conduta com os critérios mais corretos e justos em uma sociedade racional. Apesar de meio longo (uns 23 minutos), o vídeo vale a pena pelas questões envolvidas e a sua abordagem. 
Para assistir, clique no player e escolha a legenda em "Subtitles available".


quinta-feira, 3 de junho de 2010

quarta-feira, 2 de junho de 2010

A Harmonia das Esferas em Brasil X Zimbabwe...

Aos amigos que não são músicos, mil perdões, mas vou ter de ser meio técnico nesse post...

Acabo de chegar de uma longa estadia na sala de espera na minha visita habitual ao dentista e, com a tevê ligada no jogo do Brasil, não pude deixar de notar a aquela que considerei a pior execução do hino nacional brasileiro que tive notícia.
Os equívocos foram vários, e de várias naturezas; aparentemente, não obstante a desafinação geral, ataques fora de tempo por vários instrumentos e um arranjo que quase tornou o hino irreconhecível, eles parecem ter confundido o que era contraponto e o que era melodia e foi uma salada.
Mas nem tudo foi problemas; é digno de nota a coragem (desse grupo aparecer em cadeia mundial sem ensaiar) ou o heroísmo (de instrumentos como o sax tentando demonstrar a melodia contra a massa sonora à sua volta).

Alguns erros que identifiquei, com a minutagem:

0:00 a 3:30
Contribuições eventuais com aqueles cornetões de estádio.

0:19
Aproveitando uma pausa geral, um trombonista numa tentativa solista.

0:21 a 0:30
Ausência completa da melodia principal característica com a ornamentação.

0:33 a 0:53
Uma confusão entre conceitos; "O que é mais importante, a melodia ou minhas semínimas?"

0:53 a 0:57
Alguém atire nas clarinetas para matar!

0:58 a 1:10
Gentileza incluir os trompetes no item anterior.

1:16 a 1:30
Curiosamente, e dentro do contexto, uma boa passagem.

1:34 a 1:47 
Nova confusão de conceitos; "Colcheias em tempo fraco são o que há!"

1:48 a 1:58
Trecho demonstra a "conversão" do diabolus in tocatta na tonalidade original da música. Mas, como outras conversões que já vi, dura pouco...

2:00
Retorno ao tema em semínimas inicial, proposto anteriormente em 0:33. Música incidental no saxofone: Hino Nacional Brasileiro.

2:05 a 2:15
Escolha timbrística cuidadosa nas notas longas dos trompetes. Clara alusão ao apito do Trenzinho Caipira.

2:16 
As clarinetas retornam, e pior do que antes...

2:49
Um trompetista consegue uma nota aguda meio tom acima num acorde de dominante!!

2:54 a 3:09
Saxofones preocupados em acertar a nota, descuidam a questão rítmica e tocam todo o trecho um tempo antes...

3:10 a 3:28
Tentativa de final apoteótico mal sucedida; não há "redenção" pela harmonia, já que esta estava perdida desde o começo. Na verdade, se a música é revolução, então nessa foram enforcados todos, partidários ou não.





Um dos comentários do vídeo no Youtube é que só faltou a Wanusa pra cantar... Surreal...

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Da banda de música que não passa e é perene...

Qualquer músico oriundo da tradição de ensino em bandas de música conhece de perto as vantagens desse aprendizado, bem como suas deficiências. Mas a dificuldade de mantê-las funcionando atualmente me chama a atenção especialmente porque a informação está cada dia mais disponível e de fácil acesso; há teorias e projetos sendo postos em prática que demonstram a viabilidade do ensino em bandas de música como uma alternativa importante e a um pequeno investimento estatal, o que não deixa de ser paradoxal.
 
Ainda assim, como se não enxergassem, como se fizessem de conta que isso é banal, sem importância, um divertimento acessório na vida social das pequenas, médias e grandes cidades, o que se vê é um quadro penoso, onde a ausência de investimento básico em pessoal qualificado vai sendo suprida com uma massa de pessoas com boa vontade mas com sérias limitações que são repassadas aos grupos, o que gera o preconceito absurdo refletido na fala de alguns maestros em que uma orquestra que toca mal "soa como uma banda (ou bandinha)!".
 
Não é preciso procurar muito na literatura especifica para ver que, em lugares onde esse tipo de ensino é levado a sério, o repertório e o nivel de execução atingido por esses grupos é altíssimo, e explora potencialidades instrumentais inauditas para uma orquestra, porque o equilibrio desses instrumentos é diferente, com soluções diversas das propostas por um grupo composto essencialmente por cordas.
 
Por mais que um investimento adequado seja nossa meta, não é difícil perceber que o universo das bandas de música é um campo fértil à espera de alguns poucos pingos de água para demonstrar suas possibilidades... que o diga os músicos que por lá passaram e levam para o resto da vida essa impressão duradoura na formação da técnica instrumental, mas também do caráter e no relacionamento com os outros. 
 
E só pra encerrar, uma mensagem a quem ainda acha que banda é sinônimo de precariedade e amadorismo nesses dois pequenos vídeos; a mensagem implícita, claro, é "chupa essa manga..."
 



domingo, 30 de maio de 2010

A freira anã (ou os Sete anões e o Papa)

A freira anã

Os sete anões chegam ao Vaticano e pedem para falar com o papa. O sumo pontífice os recebe e, assim que eles chegam à sua santa presença, Dunga pergunta:

- Santo papa, existe freira anã no Vaticano?

O papa calmamente responde:
- Não, Dunga, não existe freira anã no Vaticano.

Os outros seis anões começam a rir baixinho. Dunga, meio sem jeito, volta a perguntar:

- Mas, santo papa, existe freira anã na Itália, não existe?

- Não, Dunga, não existe freira anã na Itália.

Os outros seis começam a rir mais alto.

- Mas, santo papa, na Europa tem freira anã, não tem?

- Não, Dunga, não tem freira anã na Europa.

Os outros seis já estão às gargalhadas. Dunga continua:

- Mas, santo papa, deve existir freira anã na África ou na América, não é?

O papa, já perdendo paciência, responde:

- Não, Dunga, não existe freira anã na África nem na América.

Os outros seis estão rolando no chão de tanto rir. Dunga pergunta:

- Mas, santo papa, deve existir freira anã na Ásia ou na Oceania, não é?

O papa, já irritado, responde:

- Não, Dunga, que coisa! Não existe freira anã em lugar nenhum!

Os outros anões, quase explodindo de tanto gargalhar, começam a pular e a gritar:

- O Dunga comeu um pingüim! O Dunga comeu um pingüim! O Dunga comeu um pingüim!

[retirada do site da Sociedade da Terra Redonda)