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quinta-feira, 22 de outubro de 2009

lula, jesus e os fariseus....







Veja essa.... matéria publicada no sítio/chácara/website do jornal Estadão:








"Lula é criticado por dizer que Jesus se aliaria a Judas no Brasil
'Se Jesus viesse para cá, e Judas tivesse votação, Jesus teria de fazer coalizão com Judas', disse presidente.



Rodrigo Alvares, do estadao.com.br

SÃO PAULO - Políticos de todas as esferas e a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) condenaram nesta quinta-feira, 22, declaração na qual o presidente Luiz Inácio Lula da Silva usou a tradição bíblica para justificar as alianças de seu governo (...).
Em entrevista publicada pelo jornal Folha de S.Paulo, Lula disse que, "se Jesus Cristo viesse para cá, e Judas tivesse a votação num partido qualquer, Jesus teria de chamar Judas para fazer coalizão" [grifo meu].


Agora vejam a sequencia de comentários...

Senador Pedro Simon (PMDB-RS): 
"Jesus escolheu os apóstolos, mas pagou o preço" (...) "Se ele [presidente] convidasse Jesus para o seu governo, teria de tirar muita gente de lá agora."


Dom Dimas Laras Barbosa (Secretário Geral da CNBB): 
"Sem dúvida, Judas foi um dos discípulos de Cristo. Mas quero lembrar que Cristo não fez aliança com fariseus e saduceus."

Em seguida, questionado se os "fariseus" em questão seriam os políticos com ficha suja, saiu-se com essa:
"Quando falei em fariseus, não estava me referindo a partidos políticos. Mas Deus conhece o coração das pessoas."



Deputado Ronaldo Caiado (DEM-GO):

"Em seu microblog, ele questiona a reação de partidos de coalizão como o PP, PR, PTB e PMDB sobre a comparação com Judas." (últimosegundo)

Senador Cristóvão Buarque (PDF-DF):

"Quando os políticos dizem que na política, Jesus faz acordo com Judas, eles acham que os eleitores são todos Pilatos".


E fechando com chave de ouro, 


Dom Geraldo Lyrio (CNBB):

"Estamos tão mal assim?"




E o que eu digo??
Bom, eu tava aqui pensando que tudo se baseia na hipótese que Judas traiu Jesus. E lembrei do filme "A última tentação de Cristo", onde Judas na verdade age de acordo com as instruções de Jesus em tudo o que fez. Independente do que quer que seja, que gigantesca ironia seria se fosse aplicada nessa metáfora!!!!


Estado e Igreja debatendo-se em uma questão tão ridícula... 


Que grande comédia essa vida!!!

Ainda sobre a apresentação do quarteto... aprofundando...........

Um intermezzo para a seqüencia de piadas e tiradas cômicas que postei aqui... ficou um pouco extenso, mas imprescindível para o que quero dizer. 


Como intérprete, venho pensado na natureza e na função da música a muito tempo, mas são acontecimentos como a apresentação do quarteto de clarinetas que evidenciam pra mim essa questão de forma mais convincente. Frequentemente se vê-ouve-lê nos meios de divulgação sobre o "poder terapêutico" da música, que pode ser traduzido no caso da apresentação do quarteto de clarinetas que mostrei antes como uma idéia excelente, já que a música serviria para "acalmar" e "trazer conforto à alma". Ou ainda, no caso clássico em que uma escola resolve combater a violência com aulas de flauta doce, cuja apresentação dos alunos tocando é, evidentemente, a superfície demonstrável do processo. Como não podia deixar de ser, essas apresentações são "prato cheio" nas matérias veiculadas na tv sobre o assunto, quando é o caso. A ironia é a exposição de alunos com habilidades não plenamente desenvolvidas como um processo acabado, com um fim em si mesma, com um resultado sonoro que chega a ser "violento" em certos casos...  (felizmente não foi o do quarteto, que fique claro...).


Se você chegou até aqui, deve estar pensando que os reflexos do que falei conduzem a uma crítica indireta à musicoterapia (agora não tão indireta já que dei "nomes aos bois''), que pode ser traduzida livremente como a terapia através da música.  Bom, e é uma crítica, de certa maneira. Não que eu discorde completamente que a audição de música possa transmitir essas sensações; a questão aqui é a redução meramente funcional de uma capacidade criadora e recriadora que a música traz consigo e que considero vital.


Nessa esteira, vê-se CD's de música New Age (Nova Era, não me pergunte o porquê...) e sob cujo rótulo são abrigados todo tipo de produção cultural e folclórica fora da tradição musical ocidental, mas com uma característica fundamental: a "beleza" das melodias, a "mística" dos sinos, o "som dos anjos", etc. Cantoras como Enya e Lorena McKennitt são postas lado a lado com os cânticos dos monges tibetanos, tocadores de cítaras indianos, tambores e coros africanos, flautas e sinos japoneses, flautas pan na "música dos incas" e todo tipo de exotismo, desde que desprovidos do seu "caráter bárbaro".


A beleza é uma qualidade intrínseca da música em si, mas reduzir a diversidade do que ela pode exprimir nisso é ter uma atitude muito pequena... incompleta mesmo. Como é incompleto (ou não se coloca na perspectiva correta) quando se afirma que a música têm como função principal "acalmar", "desestressar", "relaxar" as pessoas do inferno diário e da correria dos grandes centros... para as pessoas que buscam na melodia romântica a razão de ser e de sentir da experiência musical, é claro que a música contemporânea vai parecer um monte de ruído sem sentido. Aliás, o mesmo é válido para a música de outras culturas que não a nossa, mas também a pintura e a escultura, para citar dois exemplos próximos...


Penso como músico que existe uma função social importante com aquilo que faço e que não me admira que essa função seja praticamente ignorada pelos investimentos estatais, tanto quanto por certos segmentos da sociedade em si por pura conveniência...  é muito melhor que as artes em geral sejam encaradas como formas de distração, diversão, ou pior, "entretenimento" (detesto essa em particular), do que como uma forma de expressão legítma, como um testemunho vivo, real e presente de um legado (na maioria das vezes ainda que póstumo) de mulheres e homens com suas alegrias, mas também medos, angústias, dúvidas; vista dessa forma, a música e as artes em geral podem levar a perguntas silenciosas que, embora não sejam pronunciadas na maioria das vezes, são embaraçosas e questionam muito daquilo que é imposto ou pré-estabelecido.


Faça uma experiência: ouça uma obra chamada "Quarteto para o fim dos tempos" (no original em francês, Quatuor pour la fin du temps), do compositor francês Oliver Messiaen. Nas primeiras audições, devo admitir que já achei a peça uma chatice total. Todos os oito movimentos  (III, IV, V, VI, VII, VIII) me passaram uma impressão de profunda angústia desde o começo. Mas então, eu tive contato com o contexto da sua produção e do compositor; religioso devoto, Messiaen estava preso num campo de concentração nazista quando compôs e estreou-a (aliás, com os músicos disponíveis na ocasião), exatamente em 15 de janeiro de 1941. Num local desses, com dor, a tortura, e a proximidade com a morte tão eminente, é possível imaginar o ambiente em que foi executada. Desde então, o quarteto de Messiaen é pra mim um testemunho que se renova a cada performance; um lembrete do que já fomos capazes de fazer enquanto espécie... e do que ainda fazemos hoje (não sei você, pra mim é impossível não ouvir a obra sem me transportar pra o ambiente lúgubre em que foi escrita; e a pergunta seguinte é: afinal, que necessidade havia naquilo tudo?)...


Numa parcela muito menos intensa, mas não menos importante, eu percebo que a comoção causada pela apresentação do nosso quarteto de clarinetas no hospital que citei antes (com ambições infinitamente mais modestas...), não se deve só à "beleza" das melodias. Pessoalmente, acredito que o choro ou o riso nessas ocasiões trazem à tona as emoções que sempre tivemos; nossa alegria e saudade, nossa tristeza, nossos medos, a nossa incapacidade nata de lidar com a perda de alguém próximo, querido... nossa incompreensão diante do sofrimento de pessoas boas que conhecemos, e na prosperidade de quem deseja esse sofrimento nos outros ("a justiça é moral, a injustiça não." Ferreira Gullar)... e considero até legítimo sentir a necessidade de fuga, buscando paliativos que nos façam esquecer, como algumas das mais mirabolantes e primitivas crenças e supertições, o álcool e as drogas em excesso, Richard Clayderman...
Entretanto, isso é um grande engano, porque negar a nossa complexidade paradoxal não nos torna mais simples e menos difíceis de entender. E isso também é aplicável nos vários aspectos da vida, dos quais a música é parte integrante...  
 
Frequentemente, embora a manipulação deliberada tente esconder ou extirpar a complexidade musical, acordes dissonantes "perturbam" a homogeneidade melódica e a igualdade ritmica é "pervertida" pela pluralidade de pulsações quase tribais. Uma música que incorpora as mais perfeitas consonâncias mas também as dissonâncias mais terríveis e insolúveis,  é também aquela que incorpora a beleza mas também a angústia, a calma e a tranquilidade mas também a revolta e o desânimo, a felicidade mas também a incerteza e a decepção. Não se trata simplesmente de oferecer conforto, criar a ilusão do bem estar... mas de mover nosso ponto de equilíbrio para longe do nosso habitual, mexer em hábitos e regras sociais estabelecidas não se sabe por quem e que são descabidas atualmente, bem como "desacreditar" crenças sedimentadas com base em impressões e imposições dos outros e sem razão aparente.


Nesses sentido, as artes oferecem uma visão de mundo muito mais robusta que aquela fornecida por instituições sociais caducas, ou pelo consolo frágil da religião. Quando pisam em você, a calma de um monge budista é tudo o que você NÃO QUER... quando a tristeza e a saudade apertam, nós eventualmente choramos, e o choro não "purifica" nada... como diz Ferreira Gullar, o sofrimento não tem valor algum, não acende um halo em torno da  nossa cabeça, nem nossa dor é especial se comparada a todos os que sofrem no mundo; pessoas, os outros animais, criaturas microscópicas com minutos de vida... apenas parte do que somos é permitido entender pelas perspectivas tradicionais, já que as normas sociais reprimem nosso lado selvagem e indomável e a religião o nega.  As artes nos colocam diante do que realmente somos, sem mentiras, sem redenção... não há ninguém para culpar quando a decisão é toda nossa, com seus desdobramentos bons e ruins.
Pode ser duro demais ver a vida dessa forma, e até um erro; mas é só assim, errando de verdade que se aprende de verdade. 


Tocar pode e deve ser diversão, mas isso não implica dizer que sua importância é diminuída por isso. O trabalho incessante de intérpretes, sejam instrumentistas ou cantores, compositores, pesquisadores e estudiosos dos mais variados aspectos da produção musical é uma contribuição gigantesca ao nosso desenvolvimento, e é muito pouco reduzi-la a "música dos anjos". É ela que nos afasta da barbárie, embora não a negue; é bem verdade que não nos torna santos através da negação, mas nos aproxima do que realmente somos através do enfrentamento...não é à toa que ela deve ser posta de lado, com recursos escassos e campanhas veladas que a ridicularizem enquanto profissão (a tal ponto que muitos músicos acreditem nelas).


O paradoxo aqui é que, historicamente, as sociedades que mais desdenharam do valor legítimo da expressão artística, especialmente a musical, foram as que mais precisaram dela. 

domingo, 18 de outubro de 2009

Recital do grupo de Clarinetas da UFBA

Recentemente, tive a grata satisfação de poder trocar experiências com alunos de graduação em clarineta da UFBA... Durante algumas semanas, ensaiamos, conversamos sobre o repertório para a formação de quarteto, enfim, nos divertimos um bocado... e os resultados apareceram!
A apresentação do quarteto no Hospital Santa Isabel aqui em Salvador foi sensacional... entre pacientes e visitantes, foi possível constatar a alegria e a comoção causada pela apresentação, sem contar na grande experiência que foi para os instrumentistas tocar em ocasiões como essa.















Esse pessoal é fera!!!



Da esquerda pra direita: Geysi, Jonathan (ou John), Lucas e Leandro.

domingo, 27 de setembro de 2009

"United Breaks Guitars"

Essa é genial!!


Podia ter sido só mais um caso qualquer em que a empresa causa um dano ao cliente, ele briga, pede ressarcimento, não dá em nada, etc... e ele acaba pagando pelo prejuízo.


Mas... não foi o que aconteceu!!!


A história é a seguinte: o guitarrista canadense Dave Carroll viajava, segundo ele, com a banda para uma apresentação nos EUA pela empresa United Airlines. Fazendo uma escala em Chicago, o músico presenciou da janela do avião que os carregadores jogavam sua guitarra de um lado para outro, sem qualquer cuidado. Veio a constatar depois que o instrumento sofreu danos sérios e tentou a todo custo obter o ressarcimento do prejuízo. Após meses sem solução (embora a United Airlines tenha admitido o problema, se negava a pagar) e quando tudo parecia perdido, a mesa virou...
O músico criou um clipe e postou no Youtube contando a história. Sucesso absoluto de público, o clipe teve mais de 4,5 milhões de acessos e mais de 30 mil avaliações 5 estrelas. Já apareceu na CNN em cadeia nacional também, e uma enxurrada de e-mails e msgs para a empresa surgiram... tanto que ela tentou acordo para tirar o clipe do ar, pagando pelos prejuízos e tal. Por enquanto ainda continua no ar...




Ele ainda postou um segundo vídeo em que comemora a vitóra sobre a empresa (esse sem legenda)... detalhes: a tubista que aparece é uma das aeromoças do primeiro vídeo, e os mexicanos (que suspeito sejam da banda dele) estão de volta tb...


quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Ouvido "Obsoleto"

Em música, muito já se discutiu sobre os prós e contras de possuir o chamado "ouvido absoluto" (que é a identificação da frequência de cada nota sem a necessidade de um referencial externo... sem um outro som para comparar); sem entrar no mérito se pode ser desenvolvido ou se é uma característica nata (estudos demonstram que pode ser ambas as coisas).
Sua contrapartida é o chamado "ouvido relativo"; aqui a partir de um referencial sonoro dado, é possível encontrar as demais relações intervalares, ainda que não se saiba que nota é essa realmente.



Bom, características à parte, é muito melhor possuir um dos dois ("absoluto" ou "relativo") do que ter o chamado "ouvido obsoleto" do meu amigo no vídeo abaixo; armado de um saxofone tenor (nesse caso, literalmente), ele tocou o tema de "Watermelon Man" (Herbie Hancock), improvisou e tudo mais(!!), só que numa tonalidade completamente equivocada!!!!!!! Também conhecido por "ops! Errei o playback!"

Isso é que é ter uma opinião firme!! Até o fim...






Só para fins de comparação (para os "ouvidos relativos" de plantão...), acompanhe essa outra versão... felizmente com a melodia na tonalidade adequada a ela.

sábado, 19 de setembro de 2009

Nada é por acaso? (ou "voar, voar...")

Frequentemente, me deparo com pessoas falando sobre as coisas que acontecem na vida justificando que "tinha de ser"... que "não podia ser de outro jeito", que "a hora tinha chego", que "tinha de acontecer justo quando...", etc. Bom, quase sempre as pessoas usam exemplos de coisas notáveis a grandiosas para ilustrar isso.
O problema é que esquecem de mencionar que elas também acontecem com coisas banais e tão curiosas quanto (talvez mais!). Olha só essa: qual a probabilidade de vc filmar o Biafra (sim, vc não leu errado, o BIAFRA, não um cantor da moda atualmente), cantando "voar, voar, subir, subir" e um cara de parapente descendo, descendo e acertar ele em cheio!!!!!






Faz a gente pensar se vale a pena ficar paranóico procurando exlicação ou porquês para algo que simplesmente aconteceu, seja bom ou ruim... ou não???

"Onde o Homem quer chegar???"

Definitivamente, o homem não tem limites.... e a melhor prova disso é a elaboração de vídeos como esse... a coreografia, a letra bem amarrada e sem problemas de prosódia, os efeitos especiais, enfim, tudo nele é um inspiração para converter qualquer um. Prepare-se para uma viagem ao mundo da maluquice científica moderna, por Martim Nascimento...
Só faltou mencionar que para produzir e disponibilizar o vídeo, eles tiveram de usar os conhecimentos da ciência; mas isso, claro, é um detalhe... vamos lá, soltem a voz!!!!!

"seu estudU profundu, vai destruir o mundo, pode acreditaaar!!!"




Não, não acabou... se vc ainda não mudou de idéia achando que esse tipo de mensagem é apelativa, retrógrada e absurda, espere pra ver esse abaixo. Estrelado por Irmã Sophia, "Armadilhas de Satanás" é profundamente inspirador, já que atinge exatamente a raiz do mal no mundo moderno: esqueça a maldade, a mentira, a ignorância e a estupidez;  homens de brinco e cabelo "enrolado", mulheres de mini saia e 'barriga de fora', sem contar as que se vestem como homem... (!?) isso sim é o nosso problema.  Até que enfim alguém pôs o 'dedo na ferida' da nossa existência aqui!! Ao que parece, esqueceram só de mencionar que dançar e rebolar também é armadilha de satanás... mas não deve ter sido proposital, além de não ser nada que afete o conteúdo da mensagem...




E vc que achou que esse mundo tava perdido, hein?
Fala a verdade, salvei (literalmente) teu fim de semana, não foi?


Grande abraço!!

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

As frases mais ditas ou ouvidas antes de morrer

Atira se for homem!

Atravessa correndo que dá.

Ah, não se preocupe, o que não mata, engorda.

Fica tranqüilo que este alicate é isolado.

Sabe qual a chance de isso acontecer? Uma em um milhão.

Tem certeza que não tem perigo?

Pode pular sossegado. Eu mesmo dobrei o seu pára-quedas.

Aqui é o PT-965 decolando em seu primeiro vôo solo.

Confie em mim.

Aqui é o piloto. Vamos passar por uma ligeira turbulência.

Capacete? Imagina, tá calor.

Eu sempre mudei a temperatura do chuveiro com ele ligado.

Não ia ser hoje que alguma coisa iria acontecer.

Deixa comigo...

Desce desse ônibus e me encara de frente, sua bicha!

Você é grande mas não é dois!

Vamos lá que não tem erro.

Seja o que Deus quiser.............
 
 

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Imaruí...

Dizem que as coisas mudam de acordo com o olho de quem vê... confirmando isso, aqui vão algumas fotos de lugares que conheço lá de Imaruí (minha cidade ao sul de SC) que eu não dava muita importância mas que me convenceram do contrário...

Voltando....

Depois de um período de afastamento das postagens, envolvido em provas e viagens, retorno aos poucos com algumas coisas que achei e que, definitivamente, me chamaram a atenção...
Bom, leis de Murphy não são novidade na internet; essas eu achei separadamente e são reformulações do conceito fundamental de que, se alguma coisa tem uma chance por menor que seja de dar errado, vai dar... rsrs. Segue algumas delas:


"Se você perceber que uma coisa pode dar errada de 4 maneiras e conseguir driblá-las, uma quinta surgirá do nada."


"Cada professor parte do pressuposto de que você não tem mais o que fazer, senão estudar a matéria dele."


"Quando te ligam: a) se você tem caneta, não tem papel. b) se tem papel não tem caneta. c) se tem ambos ninguém liga."


"Quase tudo é mais fácil de enfiar do que de tirar."


"Qualquer esforço para se agarrar um objeto em queda provocará mais destruição do que se deixássemos o objeto cair naturalmente."


"Você nunca vai pegar engarrafamento ou sinal fechado se saiu cedo demais para algum lugar." [comprovada na prática!!!]


"Seis fases de um projeto: Entusiasmo; Desilusão; Pânico; Busca dos culpados; Punição dos inocentes; Glória aos não participantes."


"Pais que te amam não te deixam fazer nada. Pais liberais, não estão nem ai para você."


"Crianças nunca ficam quietas para tirar fotos, e ficam absolutamente imóveis diante de uma câmera filmadora."


"Guia prático para a ciência moderna: a) Se se mexe, pertence à biologia. b) Se fede, pertence à química. c) Se não funciona, pertence à física. d) Se ninguém entende, é matemática. e) Se não faz sentido, é psicologia."


"Caras legais são feios. Caras bonitos não são legais. Caras bonitos e legais são gays." [Obs: Só pra constar, nunca me achei bonito!!]


"A beleza está à flor da pele, mas a feiúra vai até o osso!"


"Existem dois tipos de esparadrapo: o que não gruda, e o que não sai."


"Números errados nunca estão ocupados!"


"Um morro nunca desce."

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Comercial da Citroen

Essa é definitivamente pra quem não tem o que fazer:


Tem um comercial da Citroen que ficou famoso pela criatividade... ao menos eu achei. Aquele em que o carro se transforma e sai dançando... quem não viu segue o vídeo:




O legal é que achei um vídeo da Chevrolet que tira um sarro do concorrente de forma bem inventiva... (e o destaque fica para a frase final do cara: "por favor, vamos pra casa!").

domingo, 5 de abril de 2009

Ilustrated.....

Christopher Hitchens é jornalista e escritorem piblicações de várias partes do mundo. Seu livro "deus não é Grande" (grafado assim mesmo...) não me chamou tanta a atenção pela mensagem em si, porque muitos outros escritores já trabalharam essa questão de crítica religiosa (Carl Sagan em quase todos os seus livros, Stephen Jay Gold, José Saramago, especialmente em "O Evangelho Segundo Jesus Cristo", pra não falar de Salman Rushdie, Oscar Wilde, Sam Harris, enfim, muitos outros).
Na verdade, a principal característica do livro, e de toda a lógica de Hitchens por extensão, é sua incrível concisão de argumentos, que vão se justapondo ao mesmo tempo que fundamentam suas opiniões.

Para dar um exemplo dessa argumentação bem fundamentada, com toques finos de humor e racionalidade, posto aqui uma palestra proferida por ele num dos tantos debates já realizados endo como foco a fé e a razão. Essa palestra está dividida em dois vídeos legendados... vale dizer que para mim foram verdadeiros achados.


Parte 1


Parte 2

quarta-feira, 25 de março de 2009

Sem comentários...

O lance bacana de boas imagens é que elas falam por si e põe a gente pra funcionar, no sentido de fazer a gente pensar sobre o que vê... por estar sem instrução nenhuma, por forçar nossa compreensão a um nível pouco explorado, sei lá...

Dá uma olhada nessa abaixo e me diga se a simples contemplação não vai levando a gente longe, sem que tenhamos sequer que sair do lugar.




PS: O único comentário que eu poria (tá certo isso?) é a autoria da imagem que procurei por tudo e não achei. Se alguém souber, me avisa. Grande semana a todos...

sexta-feira, 20 de março de 2009

Playing for Change... paz através da música.

Às vezes o noticiário nos bombardeia todos os dias com notícias ruins e, acostumados com isso, deixamos passar coisas muito legais que estão acontecendo. Com o nome de "Playing For Change: Peace Through Music" (literalmente Tocando para a mudança: Paz através da música"), essa fundação da Africa do Sul bolou o "Sounds around the world", um projeto bem legal: gravar músicas com músicos ao redor do mundo e juntas as participações em uma só faixa. Claro, para funcionar, os arranjos devem ser combinados, como tocar na mesma tonalidade, além de ouvir uma guia o tempo todo (para permitir a sincronia).
Ainda assim, é emocionante ver diferentes pessoas, em diferentes partes do mundo interagindo ao mesmo tempo por uma causa ou idéia em comum. Nesse caso, o projeto vai gerar um DVD e um CD para ser vendido e odinheiro arrecadado usado ao apoio das vítimas de AIDS.

Para dar uma idéia do quão bacana é o projeto, seguem três músicas em vídeo com uma amostra do que está sendo feito.

Stand by Me





Don't Worry"




e claro, "One Love"

domingo, 8 de março de 2009

Metade....

Que a força do medo que tenho
não me impeça de ver o que anseio
que a morte de tudo em que acredito
não me tape os ouvidos e a boca
porque metade de mim é o que eu grito
mas a outra metade é silêncio.

Que a música que ouço ao longe
seja linda ainda que tristeza
que a mulher que amo seja pra sempre amada
mesmo que distante
porque metade de mim é partida
mas a outra metade é saudade.

Que as palavras que eu falo
não sejam ouvidas como prece e nem repetidas com fervor
apenas respeitadas como a única coisa
que resta a um homem inundado de sentimentos
porque metade de mim é o que ouço
mas a outra metade é o que calo.

Que essa minha vontade de ir embora
se transforme na calma e na paz que eu mereço
e que essa tensão que me corrói por dentro
seja um dia recompensada
porque metade de mim é o que penso
mas a outra metade é um vulcão.

Que o medo da solidão se afaste
e que o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável
que o espelho reflita em meu rosto num doce sorriso
que eu me lembro ter dado na infância
porque metade de mim é a lembrança do que fui
a outra metade não sei.

Que não seja preciso mais do que uma simples alegria
pra me fazer aquietar o espírito
e que o teu silêncio me fale cada vez mais
porque metade de mim é abrigo
mas a outra metade é cansaço.

Que a arte nos aponte uma resposta
mesmo que ela não saiba
e que ninguém a tente complicar
porque é preciso simplicidade pra fazê-la florescer
porque metade de mim é platéia
e a outra metade é canção.

E que a minha loucura seja perdoada
porque metade de mim é amor
e a outra metade também.

Oswaldo Montenegro

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Cachaça = yoga

Não, vc não precisa mais ficar meditando horas a fio, procurando gurus ou mestres espirituais para "se iluminar".
Pesquisas demonstram que a cachaça brasileira tem exatamente o mesmo efeito (tântrico?) e com a vantagem de dispensar anos da sua energia resmungando em posição suspeita...
Basta dar uma olhada nas fotos a seguir...

INDIAN YOGA




BRAZILIAN YOGA


Sensacional!!! Grande abraço...

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Verissimo 2: "sobre as dez coisas." Aproveitando o embalo...

Sempre é bom lembrar que tem muita coisa escrita publicada na rede como sendo do Verissimo e não é... bom, essa eu não pude averiguar exatamente se é dele realmente, mas o estilo se parece muito. E como sempre, muito legal! Segue...

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Dez Coisas que Levei Anos Para Aprender


1. Uma pessoa que é boa com você, mas grosseira com o garçom, não pode ser uma boa pessoa.

2. As pessoas que querem compartilhar as visões religiosas delas com você, quase nunca querem que você compartilhe as suas com elas.

3. Ninguém liga se você não sabe dançar. Levante e dance.

4. A força mais destrutiva do universo é a fofoca.

5. Não confunda nunca sua carreira com sua vida.

6. Jamais, sob quaisquer circunstâncias, tome um remédio para dormir e um laxante na mesma noite.

7. Se você tivesse que identificar, em uma palavra, a razão pela qual a raça humana ainda não atingiu (e nunca atingirá) todo o seu potencial, essa palavra seria "reuniões".

8. Há uma linha muito tênue entre "hobby" e "doença mental".

9. Seus amigos de verdade amam você de qualquer jeito.

10. Nunca tenha medo de tentar algo novo. Lembre-se de que um amador solitário construiu a Arca. Um grande grupo de profissionais construiu o Titanic.

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Luis Fernando Verissimo

"Racismo" de Luis Fernando Veríssimo

O texto é de 1975 e diga-se de passagem, é muito bom... claro, como tudo na crônica dele. Retirado do site do escritor. Segue...

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- Escuta aqui, ó criolo...

- O que foi?

- Você andou dizendo por aí que no Brasil existe racismo.

- E não existe?

- Isso é negrice sua. E eu que sempre te considerei um negro de alma branca... É, não adianta. Negro quando não faz na entrada...

- Mas aqui existe racismo.

- Existe nada. Vocês têm toda a liberdade, têm tudo o que gostam. Têm carnaval, têm futebol, têm melancia... E emprego é o que não falta. Lá em casa, por exemplo, estão precisando de empregada. Pra ser lixeiro, pra abrir buraco, ninguém se habilita.

Agora, pra uma cachacinha e um baile estão sempre prontos. Raça de safados! E ainda se queixam!

- Eu insisto, aqui tem racismo.

- Então prova, Beiçola. Prova. Eu alguma vez te virei a cara? Naquela vez que te encontrei conversando com a minha irmã, não te pedi com toda a educação que não aparecesse mais na nossa rua? Hein, tição? Quem apanhou de toda a família foi a minha irmã. Vais dizer que nós temos preconceito contra branco?

- Não, mas...

- Eu expliquei lá em casa que você não fez por mal, que não tinha confundido a menina com alguma empregadoza de cabelo ruim, não, que foi só um engano porque negro é burro mesmo. Fui teu amigão. Isso é racismo?

- Eu sei, mas...

- Onde é que está o racismo, então? Fala, Macaco.

- É que outro dia eu quis entrar de sócio num clube e não me deixaram.

- Bom, mas pera um pouquinho. Aí também já é demais. Vocês não têm clubes de vocês? Vão querer entrar nos nossos também? Pera um pouquinho.

- Mas isso é racismo.

- Racismo coisa nenhuma! Racismo é quando a gente faz diferença entre as pessoas por causa da cor da pele, como nos Estados Unidos. É uma coisa completamente diferente. Nós estamos falando do crioléu começar a freqüentar clube de branco, assim sem mais nem menos. Nadar na mesma piscina e tudo.

- Sim, mas...

- Não senhor. Eu, por acaso, quero entrar nos clubes de vocês? Deus me livre.

- Pois é, mas...

- Não, tem paciência. Eu não faço diferença entre negro e branco, pra mim é tudo igual. Agora, eles lá e eu aqui. Quer dizer, há um limite.

- Pois então. O ...

- Você precisa aprender qual é o seu lugar, só isso.

- Mas...

- E digo mais. É por isso que não existe racismo no Brasil. Porque aqui o negro conhece o lugar dele.

- É, mas...

- E enquanto o negro conhecer o lugar dele, nunca vai haver racismo no Brasil. Está entendendo? Nunca. Aqui existe o diálogo.

- Sim, mas...

- E agora chega, você está ficando impertinente. Bate um samba aí que é isso que tu faz bem.

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quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

"É preciso saber viver"...

Uma versão bem legal desse clássico de Roberto e Erasmo. O autor do vídeo editou várias vezes a própria imagem cantando as diferentes vozes num arranjo feito por ele para o vídeo...
Muito bem bolado...


quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Campanha para doação de órgãos...

Poucas vezes achei um comercial tão ausente de palavras, mas que dissesse tanto quanto esse... absolutamente fantástico!!!
Uma campanha inteligente como poucas, e ao mesmo tempo profundamente marcante.
Vale a pena...
Assista até o final!!

Coragem acima de tudo...


Porque não importa o tamanho do desafio, o importante é ter coragem de enfrentá-lo...

Boa semana a todos!!

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Drummond... A Verdade Divina

"A porta da verdade estava aberta
mas só deixava passar
meia pessoa de cada vez.

Assim não era possível atingir toda a verdade,
porque a meia pessoa que entrava
só conseguia o perfil de meia verdade.
E sua segunda metade
voltava igualmente com meio perfil.
E os meios perfis não coincidiam.

Arrebentaram a porta. Derrubaram a porta.
Chegaram ao lugar luminoso onde a verdade esplendia os seus fogos.
Era dividida em duas metades
diferentes uma da outra.

Chegou-se a discutir qual a metade mais bela.
Nenhuma das duas era perfeitamente bela.
E era preciso optar. Cada um optou
conforme seu capricho, sua ilusão, sua miopia."


Carlos Drummond de Andrade.

Clarice Lispector...

Essa é pra ficar pensando... mesmo!!

"Olhe, tenho uma alma muito prolixa e uso poucas palavras.
Sou irritável e firo facilmente.
Também sou muito calmo e perdôo logo.
Não esqueço nunca.
Mas há poucas coisas de que eu me lembre."

Clarice Lispector

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Site útil para reforma ortográfica

Bom, taí um site útil para consulta rápida sobre as regras da nova ortografia que entrou em vigor...
Basta digitar a frase ou palavra (no máximo 100 caracteres) para saber a resposta. Ainda está em fase de implementação e como o autor avisa, é ainda específico para as regras novas de ortografia. No resultado, os erros de ortografia são corrigidos e a inclusão/omissão correta das letras é grifado em amarelo. Uma solução simples e prática...

domingo, 18 de janeiro de 2009

Ruben Alves no domingo (quase segunda)...

Esse eu não lembrava (valeu, Keko, de verdade!!!)...
Gosto da forma que Ruben Alves escreve... vc vê nitidamente um cara falando mansamente, aquela prosa de quintal de casa no interior. Por um instante, esteja onde estiver na correria do dia a dia, vc se pega lendo-o e tem aquela sensação bacana de achar que está na calma e no aconchego da casa da sua vó, por exemplo...

"Minha alma é um bolso onde guardo minhas memórias vivas. Memórias vivas são aquelas que continuam presentes no corpo. Uma vez lembradas, o corpo ri, chora, comove-se, dança... "O que a memória amou fica eterno", disse a Adélia Prado. Mas há um outro tipo de memória que não foi eternizado pelo amor. Essas memórias não moram na alma. Moram nos arquivos da razão. São informações verdadeiras e inertes. Inertes são as memórias que a razão sabe mas o corpo não ama. É o caso daquilo que comumente se chama de "curriculum vitae". Um curriculum vitae é uma lista de informações inertes. Importantes do ponto de vista institucional, frequentemente exigidas, como comprovação de competência. Mas sua lembrança não me comove. Assim, acho que não merecem ser chamadas de "curriculum vitae". A vida não é uma lista de informações. Prefiro chamar esta lista de "curriculum mortis" - nada mórbido, apenas cômico. Meu currículum vitae verdadeiro você encontrará nas minhas conversas, crônicas, pensamentos, cartas, concertos de poesia."

Ruben Alves

sábado, 17 de janeiro de 2009

Chaplin sempre...

Uma das pessoas mais prodigiosas do século XX, ator, dançarino, compositor, escritor, produtor, Charles Chaplin foi a um só tempo o escritor, diretor, produtor e ator dos seus filmes... Socialista por natureza, usou o cinema como forma de criticar a opressão (O Grande Ditador, por exemplo) e a exploração do trabalho operário (Tempos Modernos).

"Cada um tem de mim exatamente o que cativou, e cada um é responsável pelo que cativou...
Não suporto falsidade e mentira, a verdade pode machucar, mas é sempre mais digna.
Bom mesmo é ir a luta com determinação, abraçar a vida e viver com paixão.
Perder com classe e vencer com ousadia, pois o triunfo pertence a quem mais se atreve e a vida é muito para ser insignificante. Eu faço e abuso da felicidade e não desisto dos meus sonhos.
O mundo está nas mãos daqueles que tem coragem de sonhar e correr o risco de viver seus sonhos."

Charles Chaplin

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Série "Drummond na Sexta? Por que não?"

Às vezes, quando falta a inspiração para dizer o que se sente, nada melhor que buscá-la naqueles cujas definições parecem nos identificar melhor do que a que nós mesmos faríamos...


Receita de ano novo


Para você ganhar belíssimo Ano Novo

cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,

Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido

(mal vivido talvez ou sem sentido)

para você ganhar um ano

não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,

mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;

novo

até no coração das coisas menos percebidas

(a começar pelo seu interior)

novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,

mas com ele se come, se passeia,

se ama, se compreende, se trabalha,

você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,

não precisa expedir nem receber mensagens

(planta recebe mensagens?

passa telegramas?)



Não precisa

fazer lista de boas intenções

para arquivá-las na gaveta.

Não precisa chorar arrependido

pelas besteiras consumidas

nem parvamente acreditar

que por decreto de esperança

a partir de janeiro as coisas mudem

e seja tudo claridade, recompensa,

justiça entre os homens e as nações,

liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,

direitos respeitados, começando

pelo direito augusto de viver.



Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.

Carlos Drummond de Andrade

Maurício - Urbana Legio

Essa é pra relembrar velhos tempos em que aprendia violão igual a minha cara....

Sempre gostei da letra, mas especialmente da melodia dessa música da (do? nunca sei o certo...) Legião Urbana.

domingo, 4 de janeiro de 2009

Rowan Atkinson Sensacional!!!

O cara é inacreditável!! Dispensa comentários!!!!!

Baterista...




Pianista...




E, claro, maestro................................

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Um novo olhar...

Um novo dia, uma nova esperança... Esse ano que recém chegou é a oportunidade para fazer um balanço adequado sobre o que passou; o que foi bacana e deve ser mantido, o que foi ruim e deve ser mudado.
Da minha parte, confesso que 2008 não foi minha melhor "atuação"... desvios demais, problemas pequenos mas constantes que me fizeram diminuir meu ritmo de estudo; enfim, coisas que devo mudar...
Por outro lado, sementes foram regadas em silêncio durante meus momentos de dúvida profissional... essas sementes provam agora que eu não sou utópico demais, que meus sonhos não são coisas de momento, porque estão brotando a todo vapor, expandindo meu pensamento e minhas idéias, tornando todas as possibilidades possíveis... coisa que devo manter.
Se o que é preciso para ser realizado como instrumentista é trabalhar seriamente, é o que vou fazer; se o que precisamos é de um sorriso para transformar o nosso dia, buscarei esse sorriso...
Sonhos são vislumbres de vidas possíveis... assim, não somos limitados por nossa realidade, nossos costumes, nossas crenças. Apesar dessas coisas fazerem parte do nosso cotidiano, somos mais amplos, maiores e melhores do que tudo isso, "águias acostumadas a viver como galinhas" (valeu, Leonardo Boff!)...
Nossa falta de conhecimento não é problema, porque temos toda a informação do mundo aos nossos pés; e nossa estatura pequena e limitada tb não será problema, porque no fundo, "não somos da nossa própria estatura, mas do tamanho daquilo que enxergamos".

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Porque é Natal...


Porque é Natal, vejo as pessoas apressadas nas ruas, preparando as comemorações de fim de ano, confirmando a chegada de pessoas queridas, vivendo os dias intensa e rapidamente...

Nessa época, sempre fico pensando no significado de tudo isso; nessa nossa bela e fantástica aventura de pequenas vidas que emergem num planeta pequeno, e que constroem, cada uma a sua maneira, uma história pessoal repleta de alegrias e tristezas, tropeços e reviravoltas, mas acima de tudo, uma história verdadeira de pessoas que sonham com dias melhores.

Nossa contagem de tempo é arbitrária, mas é a maneira que encontramos para, através de ciclos de recorrência (semanais, mensais, mas especialmente, anuais), buscar formas de recomeço em que possamos "fazer melhor"...
Nesse aspecto, tudo é questão de referencial; um ano não é nada comparado à idade da Terra, mas é muita coisa pra quem sofre e espera conforto e alívio para suas dores... Em um ano, sorrimos e choramos muitas vezes; vivemos grandes alegrias e dececpções... tantas que perdemos as contas. Normalmente, são os dias piores que ficam marcados em nossa lembrança, como se fossem uma regra. Mas não é verdade...

Se a dor e a escuridão estão à nossa espreita, temos a impressão de ser uma situação permanente, que não passa, que não dá trégua; essas situações parecem ignorar nossa luta, nossas orações, nossa pequena estatura fronte ao mundo que nos cerca... e como somos pequenos!! Essa força estranha que comprime até quase esmagar nosso peito termina por vezes corroendo até não restar quase nada de nossa força, nosso sorriso, nossa esperança...

Estranhamente, é essa mesma esperança que nos desperta através das coisas mais insignificantes que poderia haver na vida, ao ponto de nossos problemas insolúveis se dissiparem com o sorriso de alguém querido, uma mensagem de carinho de quem menos se espera, o reencontro com uma pessoa muito especial em nossa vida, um abraço forte que nos mantém de pé quando tudo à nosa volta parecia ter ruído. E então podemos ver que as nuvens se dissipam lá em cima, que o azul do céu reaparece e o sol por fim nos enche de uma alegria sem tamanho, uma verdadeira loucura por ser feliz, amando e sendo amado. Isso nos torna fortes, devolve nossa grandeza e, sem qualquer pedido ou súplica, perdoa todas as nossas faltas.

Todos somos assim; precisamos de atenção, precisamos de alguém que nos ajude, queremos a certeza de que a pessoa que amamos vai estar lá quando cairmos, como uma criança espera que alguém a pegue quando pula de um lugar alto...

Mas também somos, cada um à sua maneira, uma fortaleza; um local onde nossos sonhos ficam protegidos dos ataques, onde somos senhores de nosso próprio domínio, acima das dores, das mudanças de marés; um local imenso, cheio de quartos e cômodos ainda inexplorados, alguns esquecidos onde repousam algmas boas lembranças, nossos sonhos de criança, a vida singela e sem complicações das nossas brincadeiras, cheiros e vozes que nos trazem um mundo de pessoas que, em alguns casos, nunca mais poderemos ver... Essa fortaleza traz consigo tudo o que somos e temos e é a ela que recorremos, mesmo sem saber, quando nossa vida vai mal.

Assim, esse paradoxo na nossa vida é que faz com que possamos continuar dia após dia; porque são nossas lágrimas que nos fazem reconhecer e valorizar uma boa risada; porque nossas nossas dores nos forjam feito aço em brasa, lapidando, melhorando, ao mesmo tempo aumentando nossa sensibilidade e nossa resistência... E são as tristezas dessa vida que nos fazem encarar de frente esse mundo tão estranho, mas tão repleto de vida.

Sonhos devem ser alimentados pelo trabalho constante, já que as metas serão sempre metas se não forem postas em prática. Mas deve-se curtir cada passo, cada erro, cada acerto... Não se deve perder a oportunidade de rir de si mesmo, de rir de tudo, porque é no nosso sorriso que reside nossa maior riqueza: a certeza de que não importa o que aconteça, estaremos sempre por aqui, juntos quer queiramos ou não. Estamos todos ligados porque somos feitos da mesma coisa e porque nossa maior fraqueza - essa necessidade do outro como ponto de apoio - é nossa maior fortaleza - porque ata entre nós um elo profundo que nos torna mais fortes.

A todos que me acompanharam nesse ano de 2008, seja perto de mim ou em pensamento, desejo, do fundo do coração, que cada dia de 2009 se abra como uma nova possibilidade para fazermos e sermos melhores, sempre mais e sempre em frente...

Saúde, sucesso, trabalho e diversão... E claro, Força e Sorte sempre!!!!!!!!!!!!!!!!!





sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Série "Drummond na sexta? Porque não?"

"Quem teve a idéia de cortar o tempo em fatias, a que se deu o nome de ano, foi um indíviduo genial. Industrializou a esperança fazendo-a funcionar no limite da exaustão. Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos. Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez, com outro número e outra vontade de acreditar que daqui para diante vai ser diferente."

Carlos Drummond de Andrade

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Poema de Morihei Ueshiba

A Arte da Paz começa em você. Trabalhe consigo mesmo e com a tarefa que lhe foi consignada na Arte da Paz. Todos temos um espírito que pode ser refinado, um corpo que pode ser treinado de certa maneira, uma senda conveniente a ser seguida. Estás aqui com um único propósito de dares conta de tua divindade interior e manifestar a tua iluminação inata [grifos meus]. Alimente a paz em tua própria vida e aplique logo a arte a tudo o que encontrares.



Morihei Ueshiba


Aprovado!!

Aos meus caros amigos, que estão comigo onde quer que eu vá e a alguns deles que acompanham meus devaneios nesse blogue, dedico essa minha vitória que não teria ocorrido sem o seu apoio...





A todos, o meu muito obrigado, do fundo do coração!!

sábado, 6 de dezembro de 2008

O LADO ESCURO DA LUA



Quando alguém fala sobre o lado escuro da lua, quase sempre as pessoas pensam na parte não iluminada dela; mas existe um tipo de escuridão ainda pior do que a falta de luz. Existe um problema que ocorre com as naves mandadas ao espaço e que precisam perfazer a órbita da lua: durante algum tempo, a nave perde o contato com a terra e navega sozinha na escuridão por horas, até reaparecer nos radares do outro lado. As metáforas num paralelo com a nossa condição humana podem ser feitas facilmente. Algumas pessoas sentem-se isoladas ou precisam isolar-se durante certo tempo... perfazer uma trilha em absoluta solidão para encontrarem-se do outro lado. Muita gente passa por isso, em maior ou menor grau, mas o mais difícil é quando se tem a impressão que essa fase é (ou será) permanente.
Abaixo segue um poema legal que achei e fala disso.

"Quando teus sonhos sumirem,
tuas apoteóticas previsões
caírem num vazio terrível.
Quando teu Deus te abandonar
no recanto da dor,
então te lançarás
ao lado escuro da lua.

Das trevas te insinuarás levantar,
como uma rainha límpida
e pura,
como se nunca tivesse sido tocada.
Vais te erguer,
mandona,
tentando encontrar canal
naquela velha paixão desaparecida.
Estarei curado,
e te chamando no lado escuro da lua.

Quando os parasitas sugarem tudo de ti,
teus afetos estiverem mortos,
vais lembrar da palavra devoção
e perceber que talvez duas ou três vezes,
em tua vida toda,
ouviste isso sinceramente.
Estarei no lado escuro da lua.

Quando estiveres sem saída,
ao desespero de ver a vida enganada,
pense nos que ficaram no lado escuro da lua,
por não quererem assistir as luzes falsas,
que cegaram totalmente quase todos,
não permitindo alçar vôo até as longínquas estrelas.

Então,
quando já tarde,
me procurares
no lado escuro da lua,
já não vou estar lá,
porque terei partido,
numa nave poética,
até outros universos
feitos de sinceridade
e seres aprimorados no amor."


Volmir M. G.

domingo, 30 de novembro de 2008

"Quando me amei de verdade..."

Essa eu copiei da Myleide (valeu, Myleide!!)... Só acresci algumas frases do poema original e os autores que não tinha. Muito legal. E perfeito para uma reflexão de domingo... Segue.



"Quando me amei de verdade, compreendi que em qualquer circunstância, eu estava no lugar certo, na hora certa, no momento exato.
E então, pude relaxar.
Hoje sei que isso tem nome...Auto-estima.


Quando me amei de verdade, pude perceber que minha angústia, meu sofrimento emocional, não passa de um sinal de que estou indo contra minhas verdades.
Hoje sei que isso é...Autenticidade.


Quando me amei de verdade, parei de desejar que a minha vida fosse diferente e comecei a ver que tudo o que acontece contribui para o meu crescimento.
Hoje chamo isso de... Amadurecimento.


Quando me amei de verdade, comecei a perceber como é ofensivo tentar forçar alguma situação ou alguém apenas para realizar aquilo que desejo, mesmo sabendo que não é o momento ou a pessoa não está preparada, inclusive eu mesmo.
Hoje sei que o nome disso é... Respeito.


Quando me amei de verdade comecei a me livrar de tudo que não fosse saudável... Pessoas, tarefas, tudo e qualquer coisa que me pusesse para baixo. De início minha razão chamou essa atitude de egoísmo.
Hoje sei que se chama... Amor-próprio.


Quando me amei de verdade, deixei de temer o meu tempo livre e desisti de fazer grandes planos, abandonei os projetos megalômanos de futuro.
Hoje faço o que acho certo, o que gosto, quando quero e no meu próprio ritmo.
Hoje sei que isso é... Simplicidade.


Quando me amei de verdade, desisti de querer sempre ter razão e, com isso, errei muitas menos vezes.
Hoje descobri a... Humildade.


Quando me amei de verdade, desisti de ficar revivendo o passado e de preocupar com o futuro. Agora, me mantenho no presente, que é onde a vida acontece.
Hoje vivo um dia de cada vez. Isso é...Plenitude.



Quando me amei de verdade, percebi que minha mente pode me atormentar e me decepcionar. Mas quando a coloco a serviço do meu coração, ela se torna uma grande e valiosa aliada.
Tudo isso é... Saber viver!!!"




Kim e Alison Mcmillen



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