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terça-feira, 8 de março de 2011

As audições na OSB e construção de um modelo orquestral que funcione.

Pode ter passado despercebido para a comunidade em geral, mas há um diálogo eclodindo sobre a pretensa audição requerida aos músicos da Orquestra Sinfônica Nacional e seus possíveis desdobramentos. Resolvi postar aqui as cartas que encontrei sobre o assunto, por julgar sobretudo que essa discussão pode ser benéfica para todos os músicos, se pensarmos em que tipo de orquestra queremos; integrar as refinadas funções de um grupo musical como esse enquanto instituição com um local que ofereça segurança profissional aos músicos parece ainda ser um ideal distante.

Segue a mensagem postada no blog da Comissão dos músicos da OSB, informando das condições em que a polêmica audição foi instaurada:

"A Orquestra Sinfônica Brasileira comemorou em 2010 seus 70 anos de existência. Ano passado, tocamos cerca de cem concertos - numero muito expressivo - que foram vistos por 190 mil espectadores. A temporada teve caráter de celebração, revivendo grandes momentos destas sete décadas de trabalho. Não há dúvida de que a OSB é a orquestra mais tradicional do país, com uma história de grandes estréias mundiais e no Brasil de obras-chave, responsável pela revelação de talentos (Nelson Freire, Cristina Ortiz e Antonio Meneses, por exemplo) e pela presença no país dos maiores nomes do planeta como seus convidados.

Logo após o inicio das férias da Orquestra, todos os seus músicos foram surpreendidos por uma convocação para prestarem uma prova de avaliação do seu potencial artístico. Isso é inusitado. Nenhuma orquestra do mundo exige tal prova. Criou-se assim um grande impasse na Fundação - como muitos dos senhores e senhoras já sabem, porque foi veiculado pela imprensa. Há profundo desacordo sobre os critérios e a exigência inédita desta prova, de "avaliação de desempenho". Todos somos avaliados diariamente. Todos fizemos prova para ingresso na OSB. Não há porque "avaliar" o que está todo dia sendo avaliado.

Agora, falamos de um desrespeito ao público. A Fundação, querendo se precaver, decidiu colocar no palco a OSB Jovem abrindo a nova temporada e atuando como único grupo sinfônico no primeiro semestre da programação de 2011, sem nenhuma justificativa, tanto para os seus assinantes quanto para os seus músicos profissionais.

Pela primeira vez na história desta tradicional instituição, percebemos um desvio grave dos seus princípios. A Fundação OSB, erigida com o compromisso estatutário de manter uma orquestra sinfônica, vê sua governança infringir esta norma, acenando para seus músicos contratados com programa de demissão voluntária, sem a solução ética da boa gestão que premia seus antigos e fiéis funcionários.

Estamos diante de graves problemas trabalhistas e da triste situação da busca de soluções externas para atingir algum equilíbrio entre as partes. Estamos entristecidos com a utilização indevida dos jovens músicos, com o desrespeito na desinformação dos assinantes, com o descaso para com os músicos profissionais - aqueles que imprimiram a marca, a personalidade, a característica única desta instituição, fundada e alimentada pelos sonhos dos músicos e pela prestigiosa presença das senhoras e dos senhores em nossos concertos. Estamos, enfim, nos mobilizando.

A partir de hoje, convidamos os assinantes e o público em geral a acompanhar também por esse espaço as questões que colocaremos, como interessados de primeira hora na qualidade e na excelência da programação da OSB, assim como na manutenção deste grupo de artistas em sua melhor performance possível. Uma orquestra sinfônica é um organismo singular: vivo, mobilizador, poderoso, feito por seus artistas reunidos em prol de um objetivo comum: a música em sua grandeza."

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Aqui a carta aberta de Alex Klein em apoio aos músicos da OSB e divulgada por magnoviola.

"Carta aberta sobre a OSB


Carta aberta ao maestro da Orquestra Sinfônica Brasileira, Roberto Minczuk.

por Alex Klein, quinta, 3 de março de 2011 às 19:16
Caro Roberto,


Eu lhe escrevo em carta aberta para apoiar sua intenção de renovar a Orquestra Sinfônica Brasileira, e elevar seu nível artístico. A OSB já foi líder entre orquestras nacionais, e graças ao seu trabalho e liderança estes últimos anos, assim como a dedicação dos músicos que mantiveram esta orquestra viva por tantos anos de dificuldades, vemos que ela retorna ao seu merecido alto reconhecimento.

Porém, eu lhe peço encarecidamente que reconsidere a estratégia de impor audições internas a toda a orquestra, e mesmo a um único musico. Esta estratégia já foi usada antes, na OSESP, deixando cicatrizes no mercado que até hoje afetam músicos e o próprio maestro. Naquela época, no entanto, as audições internas da OSESP contaram com bancas julgadoras externas à organização, reduzindo ou eliminando a percepção de que padrões não-artísticos – ou seja, preferência pessoal do maestro – seja utilizada na escolha dos músicos.

Para justificar estas audições, muito se fala na necessidade de elevar o nível de nossas orquestras ao nível internacional. Mas, ironicamente, não existe precedente destas orquestras internacionais passando por audições internas para alcançarem tal nível. Ao contrario, as grandes orquestras do mundo alcançaram seu patamar apos movimentos que deram apoio trabalhista aos músicos, dando-lhes segurança de emprego razoável assim como condições de trabalho que fomentem este alto padrão.

A Orq. Filarmônica de Berlim iniciou seu caminho expressivo como líder entre as orquestras do século XX apos uma movimentação em 1882 onde 54 músicos reclamaram sobre condições de trabalho, seu uniram, e partiram com seu maestro. E Chicago abriu-se com como orquestra internacional de ponta após a saída de Fritz Reiner, com a formação de sua comissão de músicos defendendo os direitos trabalhistas de seus integrantes. De fato, a primeira tournée internacional de Chicago foi somente em 1971, 8 anos apos a saída de Reiner, em cujo periodo se instalou a Comissão de Músicos que estabeleceu direitos trabalhistas.

Contra esta movimentação histórica não se pode lutar. Os dias do “poderoso chefão” em fábricas e indústrias já a muito tempo passou. Hoje, empresas modernas dão valor à retro-alimentação dentro da firma, com “patrões” e “empregados” em constante comunicação bilateral em prol de um produto de melhor qualidade. Não se vê a Embraer ou a Petrobrás re-entrevistando todos os seus engenheiros. Este é o segredo do sucesso das grandes empresas assim como das grandes orquestras internacionais. A eleição de audições internas vai em sentido oposto a estas modernidades, e faz com que a OSB sob sua liderança tenha os anos 1950 como exemplo de futuro. Você não merece esta comparação, Roberto, e precisa mudar o rumo desta discussão.

Mas as audições internas tem outras conseqüências. Cria-se um regime de trabalho de “nós contra eles” onde a primeira oportunidade é utilizada para infligir dano ao outro grupo, geram-se desconfianças, atritos desnecessários, e nada disso é comensurável com a boa musica, onde deveria reinar a harmonia, o respeito mútuo, a coesão artística, e aquele grande momento orquestral onde maestro e orquestra são “um”, e formam uma parceria mágica. Uma “parceria”, no entanto, indica um trabalho horizontal, de lado a lado, entre maestro e músicos. E não algo vertical onde o maestro está acima e suas decisões são supremas. O respeito de músicos por um maestro não é de fato diferente do respeito que um engenheiro tem pela administração de uma Embraer ou Petrobrás, e este respeito depende de uma via de duas mãos onde a liderança “faz sentido” para os técnicos altamente treinados e que montam o produto da empresa. Se ao ponto de vista do musico a liderança do maestro “não faz sentido”, este músico não produzirá seu melhor trabalho, a não ser que o produto desejado seja meramente 100 músicos tocando junto. Mas ao ver a sua trajetória, Roberto, você sabe e merece mais do que isso. Talvez outros maestros se contentem com menos, assim como talvez outras indústrias aceitem menos. Mas para uma instituição de ponta, exigimos de nós mesmos um resultado de primeira qualidade em todas as suas vertentes.

É igualmente errado, portanto, músicos exigirem a demissão imediata de um maestro. Você tem um contrato de 6 anos, e deve ter o direito de cumpri-lo sem interferência ou movimentação interna contra sua permanência. Não seria o caso de liderar por exemplo e dar aos músicos também sua permanência sem movimentações que ameacem sua subsistência? Não faria mais sentido assegurar a presença de todos – músicos e maestros – deixando-os livres para criar musica, sem o desperdício de tempo e recursos, e o desgaste de audições e demissões?

E veja bem, Roberto, o seu caso é bem diferente do Neshling quando ele fez as audições na OSESP nos anos 90. Você rege as melhores orquestras do mundo, Philadelphia, New York Phil, e tem uma posição expressiva em Calgary. Todas estas orquestras mantém contratos modernos com seus músicos, contratos “horizontais”. Você não precisa demonstrar ser igual ao colega Neshling para instalar sua reputação como excelente líder orquestral no Brasil, e não necessita utilizar técnicas desprestigiadas internacionalmente para impor respeito e disciplina em sua orquestra. Uma escolha equivocada neste momento poderá causar desconfianças e complicações à sua reputação no exterior. Você não merece isso apos dedicar-se tanto à sua carreira, e precisamos de você no Brasil como um líder moderno.

A OSB é uma excelente orquestra, e possui muitos dos melhores músicos orquestrais do Brasil. A própria instituição deve a eles um grande agradecimento por manter viva esta orquestra durante muitos anos de condições trabalhistas abaixo da expectativa. Se há entre eles músicos que já não acompanham o ritmo de trabalho, quem sabe você pode trazer à OSB os princípios de desligamento existentes em Calgary e outras orquestras estrangeiras que você já regeu. O musico merece conhecer as razões de seu possível desligamento, e de ter uma chance verdadeira de oferecer melhorias. Se mesmo assim um desligamento é desejado, o musico merece a defesa de sua causa pela Comissão de Músicos, para evitar que razões não-artísticas permeiem a decisão de demitir-lo. E se mesmo assim a demissão é inevitável, dê ao musico a misericórdia e a dignidade de um desligamento educado, com uma salva de palmas, um certificado de agradecimento, um reconhecimento de que seus dias na OSB foram de valor, pelos quais a instituição lhe agradece. Valorize o ser humano dentro deste músico, pois a mensagem ficará clara àqueles que ficam, que a orquestra valoriza aqueles que produzem o som dela.

Estes músicos tem famílias, Roberto. Tem prestações a pagar. O caminho para a desejada e importante renovação não é pelo afastamento de músicos, e sim por estimular-los a produzir a melhor musica que jamais tocaram, alimentando sua auto-estima. Eu concordo que é muito mais difícil para um maestro trabalhar nestas condições, onde 100 músicos tem opinião própria e muitas vezes opostas à do maestro. E é também muito mais difícil para Dilma Rouseff governar do que Kim Il-Sung. Pois este é o regime em que vivemos, democrático, onde há liberdade de expressão. Uma orquestra ou empresa não é uma democracia, mas nós brasileiros somos democráticos, está em nossas veias. Nós respiramos o dialogo e livre expressão em todos os nossos afazeres, e inteligente é o líder que sabe transformar toda esta energia em produção. A vivência com valores democráticos tem seu preço, especialmente para aqueles que lideram. Não podemos aderir a valores autocráticos simplesmente porque nos convém. Somos brasileiros, nós não respondemos bem à autocracia, e isso é bom. A orquestra, como uma micro-sociedade, também respira valores democráticos, mesmo se o formato da organização é contratual e empresarial.

Eu lhe peço, meu caro, que reconsidere, e cancele estas audições. Você está em uma posição excelente para trazer ao Brasil os padrões de uma orquestra internacional. Faça-o. Traga ao seu pais os verdadeiros padrões que fazem de uma Philadelphia ou Cleveland o que elas são. Eleve o nível de produção de seus músicos, mas com respeito e dignidade.

Vamos virar a página e encerrar este capítulo de demissões, desentendimentos, polarizações, autoritarismo, e a inevitável falta de consenso artístico que resulta. Chega de demissões em massa de músicos, chega de exigir a saída imediata do maestro.

Contamos com você, Roberto, pelo musico que você é, e pelo futuro que você representa, em liderar a OSB sem audições internas, não porque é fácil, mas porque é difícil. Mas é o caminho certo.

Abs,

Alex"


sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

"Let's be happy"

A música de Giora Feidman na (incrível) interpretação de Martin Fröst.


quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

"Besta é Tu"

Moraes Moreira e os Novos Baianos.

"Porque não viver nesse mundo, se não há outro..."


terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Depoimentos que nos confortam.

O Acidez Mental postou uma lista de pequenos depoimentos que vão fazer seus problemas do dia a dia parecer pequenos. Segue alguns:
 

Hoje descobri que um grande amigo é gay e, além disso, só transa com a namorada porque ela se parece comigo. 

Hoje eu vi um cara andando de carroça falando em um celular melhor que o meu. 

Hoje minha mãe me xingou de vagabundo porque eu não quis catalogar os filmes daqui de casa. Faço faculdade e tenho 3 trabalhos atrasados para entregar. 

Hoje minha namorada terminou comigo porque descobriu que homosexualidade pode ser hereditária. Minha mãe é lésbica. 

Hoje fiz sexo com minha namorada e meu papagaio agora imita gemidos dela. 

Hoje meu namorado que está fazendo intercâmbio em Dublin me ligou só pra falar que queria ouvir minha voz. Seria lindo se ele não tivesse ligado a cobrar. 

Hoje meu pai me ligou as 5 da manhã. Acordei assustado pensando que tivesse acontecido alguma coisa. Mas não, ele só queria bater papo e dizer que “dormir é morrer um pouco”. 

Hoje meu namorado de 2 anos falou que sempre se sentiu atraido pelo meu irmão.

Hoje contei para minha mãe que sou lésbica, ela me deu um tapa e perguntou se o neto dela seria feito com o dedo. 

Hoje estava raspando meu peito e cortei o meu mamilo. 

Hoje fui ao médico e descobri que ficarei 20 dias em casa, sem sair por nada, pois estou com algum tipo de alergia. Faz 2 dias que entrei de férias e daqui 24 dias voltam as aulas. 

Hoje minha namorada terminou comigo por causa de um chocolate Diamante Negro. 

Hoje percebi que a única pessoa a lembrar do meu aniversário foi a Equipe Windows Live do messenger. 

Hoje minha namorada, que mora em outra cidade, me ligou bebada e contou sobre a noite com um cara. Nossa relação é aberta, mas por ciume eu disse que tudo bem por que eu também havia ficado com alguém. Ela disse que não aceitaria mais isso e terminou comigo. 

Hoje minha mulher foi embora porque não sabe se ela gosta de mim ou de mulheres. 

Hoje meu namorado terminou comigo porque disse que continua apaixonado pela ex dele, que por sinal está grávida de outro e vai casar esse mês. Ele ainda teve a cara de pau de dizer que eu não fui suficientemente boa para fazer ele esquece-la. 

Hoje minha namorada achou que eu a traí porque consegui abrir seu sutiã de primeira. 

Hoje vi o histórico do meu namorado. Encontrei clipes do Restart, o link do Garota Popular e o link de bate-papo gay. 

Hoje fui apresentar minha namorada ao meu pai, e ele disse: “Essa é a Mariana que voce tanto fala”. Minha namorada se chama Laura. 

Hoje eu iria pra Disney como viagem de formatura. Vou ser reprovada por 1 ponto em biologia. 

Hoje dormi 15 minutos durante a aula de biologia. Eu sou o professor de biologia. 

Hoje estávamos fazendo prova em sala, ou seja, estava o maior silêncio. Me estiquei para pegar a borracha que tinha caído e peidei. Nunca riram tanto de mim. 

Hoje minha prima me ensinou a dar laço no sapato. Eu tenho 15 anos e ela 4.

Hoje meu marido fez um encontro com os amigos aqui em casa e, para deixá-los mais a vontade, fui dormir na casa da minha mãe. Quando voltei, percebi que o tubo de lubrificante anal que estava fechado havia acabado. 

Hoje acordei decidida a terminar o meu namoro de mais de 6 anos por que há 2 não tenho um orgasmo. Meu namorado me pediu em casamento! 

Hoje descobri que minha empregada entra escondido no meu msn, adiciona gente que eu nem conheço e fica dando em cima dos meus primos. 

Hoje minha namorada terminou comigo pois eu não quis ver o pênis do irmão dela. 

Hoje não vi que o liquidificador estava com o copo quebrado na parte superior e fiz uma vitamina que voou por todas partes. A cozinha agora está cheirando à leite e meu pai ainda disse que eu fiquei burra depois de virar vegetariana.

Hoje fiz uma tatuagem com o nome do “meu” filho no braço inteiro e acabo de descobrir que não sou o pai. 

Hoje no trânsito fui fechado por uma carroça. 

Hoje fui descer do carro, meu salto enroscou no cinto e para não cair de cara no chão apoiei a mão em um coco que estava na calçada. 

Hoje minha namorada terminou comigo com um pedaço de uma musica do Restart! 

Hoje viram meu pai andando pelado de moto dentro do condominio.

 Hoje minha sobrinha de dois anos deixou um copo de café cair no meu colo. Para não sujar minha calça, no reflexo eu joguei de volta nela. 

Hoje minha namorada foi parar no hospital. Motivo: a circulação do dedo dela havia parado. Ontem eu dei a ela a aliança de namoro que ela tanto pedia. 

Hoje contei pra minha família que tenho vontades repentinas de me matar e todos olharam para mim e depois continuaram a conversar. Depois minha mãe me disse que me acha muito dramática. 

Hoje fiquei bebada e achei que seria engraçado dar descarga num celular que achei dentro da privada. Depois de me divertir vendo ele ir embora, reparei que meu bolso estava vazio. 

Hoje meu pai me botou de castigo sem sair e sem tv por 3 meses porque eu contei para o meu irmão que o Criss Angel não fazia mágica de verdade. 

Hoje eu descobri que sou adotado. Aí o meu irmão, que é gay, resolveu dizer que sempre quis transar comigo. 

Hoje depois de 7 meses de namoro descubro que meu namorado é esquizofrênico. Ele estava falando e quando eu respondi, ele olho pra mim e pediu para eu ficar em silencio e deixar a moça falar. Não tinha ninguém no quarto. 

Hoje finalmente chegaram quatro livros que tinha comprado pela internet. Paguei 260 reais neles e precisava deles para terminar minha monografia. Minha mãe deixou meu primo de 5 anos abrir o pacote, mexer nos livros e “colorir” as páginas. 


Mais aqui.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Os conflitos nos países árabes.

Tudo parece ter acontecido de uma hora pra outra. Mal tivemos a virada de ano e uma enchurrada de revoluções pipocam do outro lado do mundo; gente que não teme a morte e segue adiante, por vezes sob a ameaça velada, outras nem tanto, do poder dominante. Pois é, mas só PARECE ter sido repentino. Se fomos pegos de surpresa por populações de países inteiros completamente descontentes, foi pura e simplesmente porque isso não era noticiado na mídia tradicional.

Passamos boa parte do ano passado vendo a baixaria das nossas próprias eleições aqui, que cheguei a comentar aqui no blog em um post anterior. Ficou demonstrado que grandes corporações midiatícas defendem um lado da história (frequentemente, o seu próprio). Pois dessa vez não foi diferente.



É preciso que se diga: a razão pela qual você pode não ter ouvido falar dos problemas desses países árabes é pura e simplesmente porque apesar de viverem em ditaduras por décadas, esses governos tinham o aval dos Estados Unidos e portanto de boa parcela da comunidade internacional. Por que? Escambo. O papel desses governantes é/era manter sob controle os muçulmanos que ali vivem e servir de base de apoio para os EUA. Em troca, são/seriam endossados pela economia norte-americana. Pouco importa se isso seria bom ou ruim para as pessoas; seu desejo foi, mais uma vez ignorado.

Quem acompanha algumas das idéias que discuto aqui sabe que tenho sérios problemas com religiões, sobretudo com o fanatismo religioso. A crença sem qualquer tipo de evidência faz dos que a ela se submetem servos sem juízo crítico; quando homens explodem-se matando outros, há quem comemore isso como uma vitória com base em preceitos divinos; o mesmo é válido para pastores presos com dinheiro ilegal e soltos em seguida sob oração dos fiéis e padres pedófilos que são transferidos sem punição para outra paróquia. Entretanto, por maior que seja o perigo que essas religiões fundamentalistas representam, essa mordaça ditarial ou abonar esse tipo de comportamento não é justificável.


O que acontece hoje no norte da África é reflexo de uma população reprimida, sem direitos civis e sob péssimas condições de vida. Permitir que eles se organizem por si, com governantes e parlamentos próprios e independentes, com liberdade de se expressarem pode ser dificil de aceitar para alguns. Especialmente para quem os consideram um perigo a nivel mundial, e sobretudo por quem tem interesse na posição estratégica que eles ocupam naquela região. Impor a mordaça parece ser mais simples e economicamente viável nesse caso do que dialogar. E com isso empurramos com a barriga mais uma vez a questão histórica da repressão daquilo que não conseguimos debater.


O viés dessas revoltas populares encontra seu pano de fundo numa conjuntura econômica nefasta; pessoas contrárias aos interesses norte-americanos devem ser contidas para não prejudicar sua influência. E pouco importa que isso fomente ditaduras e mortes. A opinião pública se cala porque também não vê com bons olhos o fanatismo exacerbado de quem considera os não crentes em alá um infiel. Afinal, se representam um perigo para nós, porque se importar? Bom, primeiro porque em se tratando de ideologias, a repressão nunca foi a chave para a sua extinção, por mais ruins e criminosas que sejam. E combatemos idéias, sempre; nunca pessoas.

Não é à toa que vivemos nesse paradoxo em que as religiões se proliferam como mato ainda hoje, por mais que a ciência e o conhecimento estejam cada vez mais acessíveis. Adquirir o conhecimento é uma construção ampla e demorada; a fé é mágica e de fácil aceitação, e isso por si só já diz muito sobre cada um desses processos. Por mais que se ore pra passar em um concurso, por exemplo, e diga-se que se não for a hora, ou se não for a vontade de deus não rola (etc,etc), não conheço ninguém que passe sem estudar de verdade, pra valer.

Isso não quer dizer que eu não respeite a religião das pessoas, ou sua necessidade de possuí-la. Quer dizer dizer apenas que acho que o mundo seria muito melhor sem elas. Por outro lado, também não sou favorável a esse comportamento permissivo à repressão dos direitos das pessoas com base no quanto suas crenças atrapalham o avanço economico do mercado.

Existe um motivo pelo qual chamamos um país de autônomo: dentro de seus limites, desde que não prejudiquem as pessoas nem interfiram nos demais, seu povo é livre para gerir sua sociedade da forma que julgar melhor, independente que suas decisões prejudiquem os interesses se A ou B. E a disseminação do conhecimento fará o resto, sem conversão de nenhum tipo, mas através da exposição lógica que uma suposição só pode ser sustentada com base nas evidências que são demonstráveis.




A clarineta de Paulo Sérgio Santos

Diferentes momentos do clarinetista Paulo Sérgio Santos e do porquê ele ser considerado um dos grandes expoentes da clarineta no Brasil hoje.






Porque o Kurt Cobain sucidou-se?

Fim do mistério. Se eu quase me mato depois dessa, imagina ele...


Novo comercial da Volkswagen.

Tão legal quanto o comercial...





...é o making of.


sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Diretamente do túnel do tempo...

A lista de aprovados em música no vestibular da UFSM, publicada no dia 22 de janeiro de 2002. Sensacional!

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

WWF: Estamos todos conectados

Um vídeo sensacional sobre o fio condutor que conecta a todos so seres vivos. E a idéia do fio aqui é bem usada.

WWF - We Are All Connected from Troublemakers.tv on Vimeo.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

"Bem vindo a esse mundo"

Texto bem bolado que fala do estranhamento que um observador de fora pode ter ao deparar-se com nossa cultura e costumes religiosos. Paralelamente, também promove uma discussão silenciosa na cabeça de quem vê sobre a questionável idéia de converter crianças a uma religião em específico.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

"Atheist no have no songs"




Pegue sua letra e aprenda a cantar também!!

Christians have their hymns and pages,
Hava Nagila’s for the Jews,
Baptists have the rock of ages,
Atheists just sing the blues.
Romantics play Claire de Lune,
Born agains sing He is risen,
But no one ever wrote a tune,
For godless existentialism.
For Atheists,
There’s no good news,
They’ll never sing a song of faith.
For atheists,
They have a rule,
The “he” is always lowercase.
The “he” is always lowercase.
Some folks sing a Bach cantata,
Lutherans get Christmas trees,
Atheist songs add up to nada,
But they do have Sundays free.
Pentecostalists sing they sing to heaven,
Coptics have the books of scrolls,
Numerologists can count to seven,
Atheists have rock and roll.
For Atheists,
There’s no good news,
They’ll never sing a song of Faith.
In their songs,
They have a rule,
The “he” is always lowercase.
The “he” is always lowercase.
Catholics dress up for Mass,
And listen to, Gregorian chants.
Atheists just take a pass,
Watch football in their underpants.
Watch football in their underpants.
Atheists, Atheists, Atheists,
Don’t have no songs!

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Victor Borge: o rei dos palhaços da Dinamarca...

Curtas demonstrando o talento e a originalidade de Victor Borge, pianista virtuose, regente, mas sobretudo excepcional comediante que viveu nos Estados Unidos de 1941 até sua morte em 2000. Pessoas como ele são aquelas que você nunca ouviu falar, mas fica impressionado quando tem a oportunidade de conhecer seu trabalho mais de perto.




quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Fotos voltando pra Salvador...

Outro dia postei aqui o vídeo que fiz do avião na volta pra Salvador. Aí achei as fotos tão legais que resolvi compartilhar também. O dia começava a raiar e havia muitas nuvens, assim as diferenças de tons entre as fotos são todas feitas pela mudança de posição da aeronave, que estava subindo.











terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Tv Brasil online: uma boa opção.

Casualmente, no habitual pingue-pongue de cliques, acessei o canal da TV Brasil e achei bem legal. A programação é diversificada, bons documentários, programas infantis inteligentes e divertidos, além de muito boa música. Pra quem se interessar, segue o link para assistir online.



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domingo, 6 de fevereiro de 2011

Celular...


Direto do Testosterona

Nas alturas...

Nas alturas, às 5 da manhã... vendo o sol nascer e subindo cada vez mais. O coração em terra firme, mas fazer o quê... não porque fui eu que fiz, mas as imagens são absolutamente sensacionais.

No céu, às cinco da manhã... from Vinicius Fraga on Vimeo.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Diálogos Impertinentes: Evolução e Criação.

Sem nada pra fazer? Tenho uma sugestão. Assista o debate a seguir, promovido pela Folha e PUC-SP em seu programa "Diálogos impertinentes". Durante cinco blocos, o biólogo darwnista Mário César Cardoso de Pinha e o geólogo criacionista Nahor Neves de Souza Jr respondem e discutem perguntas e idéias sobre as duas visões de mundo. Bem legal por uma série de fatores; é um debate de alto nível, em claro e bom português com um intermediador que soma e permite aos entrevistados demonstrar seu ponto de vista.   










Trio de oboés da Orquestra de Copenhagen

Como se sabe, antes dos registros fonográficos, era muito comum que um editor ou o próprio compositor fizesse arranjos das árias mais conhecidas de suas óperas para grupos menores; mais fáceis e menos dispendiosos, esses grupos constituiam-se em oportunidades de ouvir com maior regularidade essas obras. Foram uma forma tanto de difundir e disseminar o consumo por música, aumentar a lucratividade com a venda de partituras arranjadas e, indiretamente, terminou contribuindo no desenvolvimento da literatura de vários instrumentos. Especialmente na música para sopros, já no Classicismo (1750-1826) mas sobretudo no período Romântico (século XIX), eram comuns composições de obras para esses instrumentos sob o pretexto de Tema e variações de alguma ária ou mesmo ópera toda.

É o que acontece nesse trio de oboé (aliás, tá aí uma coisa que não se vê sempre). A apresentação faz parte de um programa sobre música de câmara dedicada à ópera. Eles tocam o tema de "La ti dare la mano" ('te darei a mão'), uma ária da ópera Don Giovanni de W.A. Mozart. 


"One Man Band"

Um curta de animação da Pixar muito legal. Dois "homens banda", um de sopros e percussão, outro de cordas, disputam a atenção de um menino e, claro, sua moeda. Simplesmente genial!


Lobão versus locutores da Transamérica.

Lobão é o tipo de cara que você pode até não concordar com ele em tudo, mas tem de admitir que ele fala o que pensa. Particularmente, às vezes acho que ele conduz o raciocínio com grande clareza, outras que fala uma besteira completa. Acontece que aqui ocorreu o primeiro caso. 

Nessa entrevista na rádio Transamérica, no programa chamado TransaLouca, ele sozinho expõe o argumento falho de radialistas e produtores musicais sobre o que toca hoje em dia. Acostumados com uma rotina de "tocar" mp3 e fazer piadas diariamente, os caras ainda me saem com a idéia de "o artista toca o que o povo quer ouvir"; ou seja, não sabem mais sequer o significado da palavra artista. Felizmente para os ouvintes, o Lobão tava lá, e sabia.  

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Restart... por um novo recomeço??

Sabe, honestamente não tenho nada contra quem gosta de "fenômenos musicais" (o que via de regra quer dizer a junção de uma musiquinha fraca, feita por pessoas que não sabem onde ficam todas as notas no braço da guitarra, aliado a um banho de loja e muito, mas muito dinheiro mesmo pra fazer isso tocar 24h por dia em todo lugar do país). Mas como sempre, tenho alguns problemas com definições feitas sem cuidado ou conhecimento, especialmente quando os principais afetados deveriam estar na sala de aula estudando. 

Por exemplo, ouço pessoas falar em Restart pondo junto a palavra Rock! Duas palavras: tá errado. Restart NÃO é rock, assim como padre Marcelo Rossi, padre Fábio Júnior de Melo e Aline Barros NÃO são gospel. Quem estuda a estrutura musical sabe que precisa muito mais que ter jesus e graça na letra pra se classificar como gospel. Como estilo ou gênero musical, a palavra Gospel liga-se ao movimento do Negro Spiritual norte Americano, onde as letras sobre a terra prometida remetem na verdade à África, de onde foram raptados e levados como bestas escravas pelo mundo afora. Assim, por exemplo, "Moisés tirou-nos do Egito" não só repete a mensagem biblíca, como também reflete os anseios de um povo oprimido e que vivia saudosista e ainda numa escravidão tal qual aquela das histórias bíblicas. É uma questão de conceito; dizer Jesus me ama cantado em arranjos de sertanejo/jazz ou pop não bastam.

Com o rock é o mesmo. Você pode ter variações como o punk, o progressivo, o clássico, o hard; ainda que algumas denominações sejam arbitrárias, elas remetem a movimentos estáveis de uma forma de expressão que se firmou pela contestação. Mas você não vai achar a variação "de criança", ou como li outro dia "rock di kiança". Isso não existe. Restart é Sandy e Júnior com distorção (e a Sandy canta muito mais, a propósito); é NXZero mais novo; é Luan Santana e Michel Teló levemente modificado. E de repente me dei conta que eles todos juntos formam a nossa New Age nacional, que tal qual o movimento mundial, mistura tudo numa coisa só e não é nem uma, nem outra.

E a confusão tá formada. É o que acontece quando essa onda atinge milhares de cabeças cegas pela internet; por mecanismos e programinhas cibernéticos como se fizesse parte deles, gastando mais tempo em compartilhar detalhes insignificantes de sua vida com estranhos que nunca conhecerão do que vivendo ela de verdade. Não estudam, não tem opinião... uma massa que caminha como mariposas que voam para onde brilha a luz sem considerar o que fazem.

Talvez só isso explique esse vídeo. Ou nem isso...






quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Bom pra cachorro

Apresentando: "Bob, o músico masoquista".

Falando em definições...

... definam pra mim o que é isso!!?

A galera jogando e me aparece um cara do nada, desse jeito, grita sei lá o quê, se esborracha e some!! Vale pelo cinegrafista pego de surpresa e se acabando rindo. Não devia estar acreditando...

O legítimo conceito de azar...

Confirmando o ditado que quem nasceu pra ser centavo, nunca chega a um real!

"Deixe o outro para mim"

Aproveitando o alto nivel da última postagem...



Considerado o apache nordestino (!), Rui Grúdi [assim mesmo, "grúdi"] não furta-se a dar sua contribuição músico-social ao problema do excesso de bebida, com uma letra que é um primor. Destaques por conta da pronúncia de "figado". Som na caixa...




E se você achou a performance séria demais, segue um vídeo com o próprio direto de Serra Talhada-PE, num momento de descontração na domingueira, interpretando "Love of my Life" junto aos seus. 






Bônus track: Sua homenagem a Raul Seixas. Destaques para os backvocals e os timbres da guitarra e teclado.

De volta...

Nada como voltar pra casa e interar-se das notícias locais...




terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Gal em "Rumba Louca".

"O que é um clarinete?"

Sinceramente, esse não merece nem dez reais, que dirá um milhão!!


sábado, 1 de janeiro de 2011

10 Sintomas de fundamentalistas cristãos...

Direto do Humor Ateu.

"10.- Nega vigorosamente a existência de milhares de deuses adorados por outras religiões, mas fica irado quando alguém nega a existência do seu.



9.-Sente-se insultado e desumanizado quando os cientistas dizem que os humanos evoluíram a partir de outras formas de vida, mas não tem nenhum problema com a afirmação de que fomos criados com barro.



8.- Zomba dos politeístas, mas não vê nenhum problema em crer em um deus triúno.



7.- Chega a ficar corado de raiva quando ouve as "atrocidades" atribuídas a Alá, mas não vacila quando ouve como Jeová Deus massacrou os bebês egípcios no "Êxodo" e como ordenou a eliminação de grupos étnicos inteiros em "Josué", incluindo mulheres e crianças.



6.- Debocha das crenças Hindús que deificam os humanos, e de que os deuses gregos se deitassem com mulheres, mas não duvida em crer que o Espírito Santo engravidou Maria, a qual gerou um homem-deus que foi assassinado, ressuscitou e ascendeu aos céus.



5.- Está disposto a passar a vida buscando falhas na idade da Terra estimada pela ciência (uns bilhões de anos), mas não vê nada de errado em crer em datas registradas por tribos da Idade do Bronze que sentavam em suas tendas e especulavam sobre a Terra ter apenas umas poucas gerações de idade.



4.- Acha que toda a população do planeta, exceto aqueles com crenças compartilhadas, – logo excluindo os das seitas rivais – passarão a eternidade num inferno de sofrimento infinito. E ainda assim considera a sua religião a mais "tolerante" e "amável".



3.- A ciência moderna, a História, a Geologia, a Biologia e a Física não conseguem convencê-lo do contrário, porém ver algum idiota rolando no chão e falando em "linguas" é toda a evidência que precisa para "provar" a cristandade.



2.- Define 0,01% como uma elevada taxa de sucesso quando se trata de prece ouvida ou milagre alcançado. Considera isto como uma prova de que a oração funciona. E acha que os 99,99% de fracasso restante devem-se simplesmente àvontade divina.



1.- Em muitos casos sabe muito menos que muitos ateus e agnósticos sobre a Bíblia, a cristandade e a história da Igreja, e ainda assim se entitula cristão."



terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Feliz vc novo!!!!

Nenhum ano que se preze termina oficialmente sem as festas de natal e ano novo. Esse, claro, não é diferente... e com ele, o balanço anual clássico, os presentes, e claro, as mensagens. Não se pode inovar muito nesse aspecto, porque já devem ter usado todos os meios conhecidos para se desejar um bom natal e ano novo. E às vezes a gente tenta ser político, e termina não dizendo o que realmente pensa. Quer um feliz e próspero ano novo? Talvez a solução seja estar à frente de seus problemas e ser mais realista. Eis algumas coisas para se pensar a respeito... 


Nesse natal e ano novo, por favor, seja honesto!!!


Todo mundo critica os políticos sem nunca parar para pensar de onde eles vem. Somos nós que colocamos eles lá. Eu, vc, os outros, todos temos o que merecemos por nosso desleixo em exigir as coisas que temos direito, que são nossas e nos são tiradas todos os dias. E a gente esquece que o problema não ocorre somente em altas esferas do poder. Vemos isso todos os dias, às vezes fazemos. Então, se quer um mundo melhor, não estacione em vagas preferenciais, recicle seu lixo, não fure fila.  


MAS


Não seja excessivamente ingênuo!


Sejamos francos: esse mundo já estava ruim quando nós chegamos, não deve melhorar muito até a gente ir embora. É preciso entender o que realmente governa essa engrenagem que chamamos de sociedade é o dinheiro, capital, bufunfa, pura e simples. É ilusão achar que seu grito solitário vai subverter o sistema. Não vai. Reclamar e sofrer por isso também não ajuda. Viva sua vida da melhor forma possível, conciliando seus interesses e anseios com o mundo que o cerca. E isso pode ser mais fácil se você perceber como essa coisa que chamamos de mundo funciona e se posicionar em função dela.      


POR ISSO


Pare de desenterrar traumas antigos!


Encare seus medos de frente, assuma a responsabilidade por seus erros, mas siga adiante. O relógio que conta nossos momentos aqui não parou desde que vc nasceu. Se isso até hoje não fez vc parar pra pensar a respeito, o faça agora.


Pensou? Então, relembrou de todas as vezes que ficou martelando e se lamentando por coisas que não podem ser mudadas? "Se eu tivesse", "se eu fosse", "se eu soubesse"... esquentar a cabeça com essas coisas pode fazer você dar a volta ao mundo "em pensamentos e omissões", mas sempre termina no mesmo lugar: ao fim de tudo, quando você levanta a cabeça e observa em volta, sua situação não mudou em absolutamente nada. E você perdeu tempo.


ENTÃO


Não tenha medo de errar!!!!!


Desde que você não brinque com arma de fogo ou irrite alguém que tem uma, nada de mais vai lhe acontecer por tentar o que quer que seja. É preciso pensar no futuro? Claro. Considerar prós e contras? Sempre. Mas não deixe que isso que tire a vontade de fazer as coisas que gosta hoje. Não deixe que isso engesse sua paixão, seus pensamentos mais absurdos e, portanto,  originais. Ninguém pode ter um amor como o das novelas? Não vai saber se não tentar, e claro, se abrir para as outras pessoas.

Devo salientar contudo que nada disso é garantia de felicidade... 
Tem uma música popularizada pela voz de Erasmo Carlos que fala:

"Antigamente quando eu me excedia
Ou fazia alguma coisa errada
Naturalmente minha mãe dizia:
'Ele é uma criança, não entende nada'...

Por dentro eu ria
Satisfeito e mudo
Eu era um homem
E entendia tudo...

Hoje só com meus problemas
Rezo muito, mas eu não me iludo
Sempre me dizem quando fico sério:
'Ele é um homem e entende tudo'...

Por dentro com
A alma atarantada
Sou uma criança
Não entendo nada..."



Esse é o problema de ficar adulto: você não tem mais as certezas de menino. É responsável por suas escolhas, com seus ônus e problemas. Mas, essa é ao mesmo tempo a fonte que nos dá prazer nas nossas grandes conquistas.

Sem mais, desejo a todos um grande e feliz natal, com um papai noel generoso (seja ele seus pais, filhos namorados e namoradas, etc). Sobretudo um ano novo realmente novo... dentro da gente, claro, porque o planeta segue o mesmo. Tudo bem, realista demais, eu sei... 

Abração!!!!!!!!!!!!!!!!!

"O Corvo" de Steve Martin

Em clima de fim de ano!

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Natal

Antes e depois....

domingo, 19 de dezembro de 2010

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Sobre o Aborto... e outros absurdos

Se vc ainda usa esses argumentos religiosos pra defender a proibição irrestrita do aborto, dá uma olhada nisso:



Habeas Corpus - um filme de Debora Diniz e Ramon Navarro from Universidade Livre Feminista on Vimeo.

domingo, 12 de dezembro de 2010

Fanatismo...

Não costumo postar textos alheios aqui, mas esse eu vou. Direto do Ateu.net.



"Em si mesma toda ideia é neutra ou deveria sê-lo, mas o homem a anima, projeta nela suas paixões e suas demências; impura, transformada em crença, se insere no tempo, adota a forma de acontecimento: o passo da lógica para a epilepsia está consumado… Assim nascem as ideologias, as doutrinas e as farsas sangrentas.
Idólatras por instinto tornam incondicionados os objetos de nossos sonhos e de nossos interesses. A história não é mais do que um desfile de falsos Absolutos, uma sucessão de templos em honra de pretextos, um aviltamento do espírito ante o Improvável. Mesmo quando se afasta da religião, o homem permanece sujeito a ela; consumindo-se em forjar simulacros de deuses, os adota depois febrilmente: sua necessidade de ficção, de mitologia, triunfa sobre a evidência e o ridículo. Sua capacidade de adorar é responsável por todos os seus crimes: ele que ama indevidamente a um deus obriga os outros a amá-lo, planejando exterminá-los se recusam.
Não há intolerância, intransigência ideológica ou proselitismo que não revelem o fundo bestial do entusiasmo. Que perca o homem sua faculdade de indiferença: converte-se num potencial assassino; que transforme sua ideia em deus: as consequências são incalculáveis. Nunca se mata tanto quanto se mata em nome de um deus ou de seus sucedâneos: os excessos suscitados pela deusa Razão, pela ideia de nação, de classe ou de raça são semelhantes aos da Inquisição ou da Reforma. As épocas de fervor se sobressaem nas façanhas sanguinárias: Santa Tereza não podia deixar de ser contemporânea dos autos de fé e Lutero da matança dos camponeses. Nas crises místicas, os gemidos das vítimas são paralelos dos gemidos de êxtase…
Patíbulos, calabouços e masmorras nunca prosperam tanto quanto à sombra de uma fé, dessa necessidade de crer que tem infestado os espíritos para sempre. O diabo empalidece junto a quem dispõe de uma verdade, de sua verdade. Somos injustos com os Neros ou os Tibérios: eles não inventaram o conceito de herético: não foram senão sonhadores degenerados que se divertiam com as matanças. Os verdadeiros criminosos são os que estabelecem uma ortodoxia sobre o plano religioso ou político, os que distinguem entre o fiel e o cismático.
Enquanto nos recusarmos a admitir o caráter intercambiável das ideias, o sangue corre…
Debaixo das resoluções firmes se ergue um punhal; os olhos inflamados pressagiam o crime. Jamais o espírito da dúvida, afligido pelo hamletismo, foi pernicioso: o princípio do mal reside na tensão da vontade, na inépcia para o sossego, na megalomania prometeica de uma espécie que reinventa o ideal, que arrebenta debaixo de suas convicções e a qual, por haver-se comprazido em depreciar a dúvida e a preguiça — vícios mais nobres do que todas as virtudes —, se embrenhou num caminho de perdição, na História, nessa mescla indecente de banalidade e apocalipse… Ela está plena de certezas: suprime-as e suprimireis sobretudo as suas consequências: reconstituireis o paraíso.
O que é a Queda senão a busca de uma verdade e a certeza de havê-la encontrado, a paixão por um dogma, o estabelecimento de um dogma? Disso resulta o fanatismo — tara capital que dá ao homem o gosto pela eficácia, pela profecia e pelo terror —, lepra lírica que contamina as almas, as submete, as tritura e as exalta…
Só escapam os céticos (ou os preguiçosos e os estetas), porque não propõem nada, porque — verdadeiros benfeitores da humanidade — destroem os preconceitos e analisam o delírio. Sinto-me mais seguro junto a um Pirro do que junto a um São Paulo, porque um saber de anedotas é mais doce do que uma santidade desenfreada. Em um espírito ardente encontramos a ave de rapina disfarçada; não poderíamos nos defender com êxito das garras de um profeta… Quando eleva a voz, seja em nome do céu, da cidade ou de outros pretextos, afastai-vos dele: Sátiro de vossa solidão, não os perdoa o viver sem as suas verdades e seus arrebatamentos; quer fazê-los compartilhar de sua histeria, do seu bem, impô-lo a nós e desfigurar-nos. Um ser possuído por uma crença e que não buscasse comunicá-la a outros é um fenômeno estranho ao mundo, donde a obsessão pela salvação torna a vida irrespirável.
Olhem em torno de vós: Por toda parte vermes que predicam; cada instituição traz uma missão; os povoamentos têm seu absoluto como templos; a administração com os seus regulamentos: metafísica para uso de macacos… Todos se esforçam por remediar a vida de todos: aspiram a isto até os mendigos, inclusive os incuráveis; as calçadas do mundo e os hospitais estão cheios de reformadores. A ânsia de chegar a ser fonte de acontecimentos atua sobre cada um como uma desordem mental ou uma maldição livremente escolhida. A sociedade é um inferno de salvadores. O que buscava Diógenes com sua lanterna era um indiferente…
Basta que eu escute alguém falar sinceramente de ideal, futuro, de filosofia, escutá-lo dizer “nós” com uma inflexão de segurança, convocar os “outros” e sentir-se seu intérprete, para que o considere meu inimigo. Vejo nele um tirano falido, quase um verdugo, tão odioso como os tiranos e verdugos de grande classe. É que toda fé exerce uma forma de terror, tanto mais temível quando os “puros” são os seus agentes.
Suspeita-se dos ladinos, dos velhacos, dos trapaceiros, entretanto, não saberíamos imputar-lhes nenhuma das grandes convulsões da história; não acreditando em nada, não espionam vossos corações, nem vossos pensamentos mais íntimos; os abandonam a vossa acomodação, o vosso desespero ou a vossa inutilidade; a humanidade lhes deve os poucos momentos de prosperidade que tem conhecido; são eles os que salvam os povos que os fanáticos torturam e os “idealistas” arruínam. Sem doutrinas, não têm mais do que caprichos e interesses, vícios acomodatícios, mil vezes mais suportáveis do que o despotismo dos princípios; porque todos os males da vida vêm de uma “concepção de vida”. Um homem político educado deveria aprofundar-se nos sofistas antigos e tomar lições de canto; e de corrupção.
O fanático é incorruptível: assim como mata por uma ideia, pode igualmente morrer por ela; nos dois casos, tirano ou mártir, é um monstro. Não há seres mais perigosos que os que sofreram por uma crença: os grandes perseguidores se recrutam entre os mártires aos quais não se cortou a cabeça. Longe de diminuir o apetite pelo poder, o sofrimento o exaspera: por isso o espírito se sente mais a gosto na companhia de um fanfarrão do que de um mártir; e nada lhe repugna tanto como esse espetáculo no qual se morre por uma ideia. Farto do sublime e de carnificinas sonha com um tédio provinciano a escala universal, com uma História cujo estancamento seria tal que a dúvida se apresentaria como um acontecimento e a esperança como uma calamidade.
  • autor: Emil M. Cioran
  • tradução: José Thomaz Brum"

sábado, 4 de dezembro de 2010

Imagem do dia!


Tradução: Deixe as crianças desenvolverem suas malditas opiniões próprias!!